Macri é acusado formalmente em processo sobre correios

Empresa do pai geriu Correo Argentino

Mauricio Macri foi acusado formalmente por causa de Correo Argentino
Mauricio Macri foi acusado formalmente por causa de Correo Argentino (foto: ANSA)
20:24, 15 FevBUENOS AIRES ZGT

(ANSA) - O juiz federal Juan Pedro Zoni acusou formalmente o presidente da Argentina, Mauricio Macri, após receber denúncias sobre supostos crimes no acordo entre o Estado e o Correo Argentino, empresa postal que pertence à família do mandatário.

A empresa postal apresentou-se nesta quarta-feira (15) à Justiça do país e negou as acusações, culpado a procuradora Gabriela Boquín, de apresentar numerosas "exatidões" na denúncia que levaram a "conclusões errôneas" sobre o caso, informou o jornal "La Nación".

Segundo a mídia argentina, a denúncia também foi extendida para o ministro das Comunicações, Oscar Aguad, e para o diretor de Assuntos Jurídicos desse Ministério, Juan Manuel Mocoroa.

O juiz informou que a ação foi aberta com o objetivo de "uma investigação criminal para analisar a existência de condutas delitivas extremamente vinculadas ao processo em trâmite".

Nesta terça-feira (14), a revelação de que o governo pediu para que a Auditoria Geral intervisse no caso das dívidas da empresa postal do pai de Macri, causou mais indignação no país. Em todo caso, a Auditoria negou a intervenção ao governo.

O chefe de Gabinete, Marcos Peña, informou em coletiva de imprensa, chamada especificamente para falar sobre o escândalo, e ressaltou que "não há conflito de interesses" no caso entre o Governo e o Grupo Macri.

Peña informou que trata-se de uma questão "técnico judicial" a decisão de perdoar 98,87% da dívida que a holding da família tinha com o governo por sua gestão da empresa Correo Argentino na década de 1990. O Ministério da Comunicação conseguiu fechar ainda um acordo para receber US$ 300 milhões em dívidas desde 2001.

Para Peña, há 12 anos o caso não era resolvido. "O Ministério das Comunicações trabalhou em um esquema de acordo para poder dar fim a esta discussão claramente prejudicial ao Estado ao não ser resolvida", acrescentou. (ANSA)

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