Multidão faz fila por vacina de febre amarela na Argentina

Argentinos buscam imunização antes de viajar ao Brasil

Multidão faz fila por vacina de febre amarela
Multidão faz fila por vacina de febre amarela (foto: Reprodução/ Twitter)
21:57, 22 JanBUENOS AIRES ZCC

(ANSA) - Centenas de argentinos formaram neste fim de semana longas filas em centros de saúde de Buenos Aires e em cidades vizinhas para se vacinar contra a febre amarela antes de viajar para o Brasil.
   

Segundo a imprensa local, a demanda pela vacina disparou assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o risco de surto no país e passou a recomendar a imunização para todas as pessoas com viagem marcada para os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, além das Cataratas do Iguaçu.
   

"A procura está excessiva sem motivo", disse à imprensa a doutora Carla Vizzotti, presidente da Sociedade Argentina de Vacinologia e Epidemiologia (SAVE).
   

"Suspeitamos que muitas pessoas consideram que devem tomar a vacina por um acaso, mesmo não tendo planejado viagem para as zonas afetadas", acrescentou.
   

Entre os postos mais visitados está o Hospital Posadas, em Palomar, onde cerca de mil pessoas compareceram em busca da vacina. Ao todo, seis centros de saúde oferecem o medicamento de forma gratuita.
   

Nos locais, as autoridades responsáveis distribuem senhas de acordo com as doses disponíveis do imunizante para cada dia. De acordo com o jornal Clarín, o tempo de espera em alguns casos chegou a três horas.

Em instituições particulares da capital argentina, a vacina é aplicada por aproximadamente 834 pesos argentinos, o equivalente a aproximadamente R$ 140.

Além disso, de acordo com o jornal, algumas das clínicas já não contam mais com estoques do medicamento. Fontes dos centros médicos, citadas pela agência estatal "Télam", alertaram que apenas 300 argentinos conseguiram se vacinar.

A procura pela vacina se deu por conta de que foi registrado um surto de febre amarela no Brasil, principalmente em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, agravado no início do mês. (ANSA)

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