Diretora do FMI dá 'respaldo' a socorro para Argentina

Governo Macri pediu ajuda do fundo contra crise cambial

Foto de arquivo mostra protesto contra o FMI antes de a Argentina quitar sua dívida com o fundo
Foto de arquivo mostra protesto contra o FMI antes de a Argentina quitar sua dívida com o fundo (foto: Ansa)
17:54, 18 MaiSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O conselho do Fundo Monetário Internacional (FMI) realizou nesta sexta-feira (18) uma reunião informal para discutir o pedido de socorro feito pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri.

Esse foi o primeiro passo para concluir o acordo que fará o país voltar a ser devedor do fundo depois de 13 anos. Buenos Aires recorreu ao FMI devido à grave crise cambial que atinge o país, com inflação galopante e alta desenfreada do dólar, que já é cotado acima de 24 pesos.

"A Argentina está enfrentando uma volatilidade financeira significativa, em parte devido à constrição das condições financeiras internacionais, e também pela seca que prejudicou a produção agrícola nacional. Neste contexto, as autoridades argentinas solicitaram nosso respaldo para contribuir para frear essa volatilidade nos mercados e proteger o crescimento, a criação de emprego e a coesão social do país", diz uma nota assinada pela diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

Para conseguir o empréstimo, o governo Macri, liberal que preside a Argentina desde dezembro de 2015, prometeu um programa econômico que prevê "um crescimento forte, sustentável e inclusivo" e a redução da dívida pública, além da "proteção dos estratos sociais mais vulneráveis". "Esses objetivos contam com nosso pleno respaldo", acrescentou Lagarde.

A Argentina pediu ao FMI um acordo "stand by de acesso excepcional". Esse instrumento permite que o país obtenha um valor anual até 150% maior do que sua cota na instituição, que hoje é de US$ 4,5 bilhões. No entanto, o desembolso durante todo o programa, que duraria vários anos, não pode passar de 435%.

"Essa é uma colaboração entre a Argentina e o FMI, e nosso objetivo comum é levar o diálogo a uma rápida conclusão", disse Lagarde. O país pagou sua dívida com o fundo em 2005, durante o mandato de Néstor Kirchner. (ANSA)

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