Boris Johnson homenageia vítimas da Guerra das Malvinas

Chanceler é o 1º britânico a fazer um reconhecimento desse tipo

Boris Johnson homenageia vítimas da Guerra das Malvinas (foto: EPA)
13:51, 21 MaiBUENOS AIRES ZCC

(ANSA) - O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, prestou neste domingo (20) uma homenagem aos soldados argentinos que atuaram na guerra das Ilhas das Malvinas, chamadas pelos britânicos de Falkland, tornando-se o primeiro membro do alto escalão de seu país a fazer um reconhecimento desse tipo.

Como parte de sua visita oficial, Johnson colocou uma coroa de flores no monumento localizado na Plaza San Martin, onde foi acompanhado por seu homólogo argentino, Jorge Faurie. "É uma honra se encontrar com o ministro do Exterior, Faurie, e colocar uma coroa de flores no memorial de guerra, que celebra todos aqueles que morreram no conflito nas Ilhas Falkland", disse o britânico.
   

Esta é a primeira vez que um chanceler britânico faz uma homenagem em solo argentino aos mortos na Guerra das Malvinas de 1982, quando a Argentina enfrentou tropas do Reino Unido para controlar o arquipélago. Um gesto semelhante ao de Johnson aconteceu em 1999, quando o príncipe Charles prestou a mesma homenagem.
   

Entretanto, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido ainda disse que a relação entre o seu país e a Argentina "percorreu um longo caminho nos últimos anos" e que "esta visita será uma oportunidade para construir e melhorar a cooperação cada vez mais perto".

Johnson chegou na Argentina no domingo (20) para participar da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, em Buenos Aires. Sua visita é a primeira de um chanceler do Reino Unido ao país nos últimos 22 anos, segundo informou o governo britânico.

As Ilhas Malvinas estão na posse do Reino Unido desde 1833, quando uma frota britânica invadiu o arquipélago e expulsou a pequena população argentina e seu governador da região.

A última ditadura militar argentina tentou recuperar o território à força em 1982, mas após uma breve guerra, Londres conseguiu vencer.  (ANSA)

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