Câmara da Argentina votará lei do aborto nesta quarta

Manifestantes organizam atos pró e contra legalização do ato

Estudantes e mulheres do coletivo
Estudantes e mulheres do coletivo "Ni Una Menos", que também defende o fim da violência de gênero, pedem a descriminalização do aborto (foto: Ansa)
19:46, 12 JunBUENOS AIRES ZLR

(ANSA) - A Câmara dos Deputados da Argentina, um dos países mais católicos da América Latina, votará uma lei que amplia o direito ao aborto nesta quarta-feira (13).

Atualmente, o aborto é permitido no país somente em casos de estupro e quando a mãe corre risco de morrer.

No entanto, o projeto que será submetido a votação autoriza a prática até a 14ª semana de gestação, sem restrições. Para a aprovação da lei, são necessários 129 votos de um total de 257 deputados. Contudo, mais de 20 membros ainda não se posicionaram sobre o tema.

Após a passagem pela Câmara, o projeto seguiria para o Senado, mas, para entrar em vigor, ainda dependeria da assinatura do presidente Mauricio Macri, que, ao abrir a sessão legislativa deste ano, surpreendera ao pedir um "debate amplo" sobre o aborto, apesar de se dizer "a favor da vida".

Milhares de pessoas têm tomado as ruas do país desde abril contra e a favor da nova medida.

De um lado, estudantes e mulheres do coletivo "Ni Una Menos", que também defende o fim da violência de gênero, pedem a descriminalização do ato. Do outro, setores mais conservadores da população exigem que o projeto não seja aprovado. (ANSA)

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