Governo argentino anuncia novas taxas e cortes ministeriais

Medidas visam a reduzir déficit fiscal do país

As taxas às exportações são
As taxas às exportações são "transitórias", segundo o governo. (foto: ANSA)
15:30, 03 SetBUENOS AIRES ZFD

(ANSA) - O presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou nesta segunda-feira (3) um pacote de medidas de austeridade com novas taxas e cortes ministeriais para conter a crise econômica que atinge o país sul-americano.

Em um discurso de 14 minutos transmitido em rede nacional de televisão , o mandatário afirmou que os objetivos das medidas são "renovar o compromisso em avançar rumo ao equilíbrio das contas públicas, porque não podemos gastar mais do que temos; colocar o trabalho formal como eixo central da nossa trajetória de desenvolvimento e conseguir chegar a um Estado sem corrupção". Macri também anunciou que os ministérios do país serão "reduzidos pela metade", mas não especificou quais pastas serão eliminadas.

"Começaremos a superar a crise protegendo aos que mais precisam", disse o presidente, referindo-se às mudanças anunciadas. "Vivemos décadas nos enganando, postergando este debate. Chegou a hora, estamos maduros", acrescentou.

O discurso foi transmitido antes da abertura dos mercados, para tentar conter a valorização do dólar, que chegou a ser vendido por 42 pesos na última sexta-feira (31) e fechou o dia cotado a 38 pesos argentinos. "Freamos o caminho em que de nos convertermos em uma Venezuela", declarou o chefe de Estado argentino.

A taxação das exportações também está entre as medidas anunciadas. Segundo o ministro das Finanças argentino, Nicolás Dujovne, a soja pagará quatro pesos para cada dólar em impostos enquanto os demais produtos pagarão três. "Vamos pedir para que aqueles que exportam que o aporte deles seja maior", disse o presidente, Mauricio Macri. As taxas são "transitórias", segundo o governo, e devem contribuir para a redução do déficit comercial do país em até 1%.

Após o anúncio das medidas, a cotação do dólar permaneceu estável, na casa dos 38 pesos, o que pode ser atribuído ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, que diminuiu a quantidades de transações nas bolsas de valores no mundo inteiro. O ministério das Finanças ainda confirmou que uma equipe do governo viajará a Washington para tentar antecipar o empréstimo de US$ 50 bilhões acordado pelo país como o Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2019. Os fundos só deveriam ser liberados entre 2020 e 2021. (ANSA)

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