Argentina realiza greve geral em protesto contra Macri

Esta é a quinta paralisação feita contra o atual governo

Argentina realiza greve geral em protesto contra Macri (foto: EPA)
12:34, 29 MaiBUENOS AIRES ZCC

(ANSA) - A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais da Argentina, convocou uma greve geral no país para esta quarta-feira (29), em protesto contra a política econômica do presidente Mauricio Macri. Os serviços de transporte público foram suspensos, assim como as aulas e coletas de lixo. Os hospitais prestarão apenas atendimento de emergência.
    Além disso, voos nacionais e internacionais também foram cancelados. Já a partida de futebol entre o River Plate e o clube brasileiro Athletico-PR, no Monumental de Nuñez, pela Recopa Sul-Americana, foi adiada para quinta-feira(30).
    A greve geral acontece a cinco meses da realização do primeiro turno das eleições presidenciais e é motivada pelos resultados das políticas econômicas de Macri. O ato ainda é apoiado pela Central dos Trabalhadores da Argentina (CTA), pela Confederação de Trabalhadores de Transporte (CATT), Organizações de Jornalistas, entre outros. Esta é a quinta paralisação feita contra o atual governo, em um momento em que o país sofre uma severa recessão econômica, com altas taxas de inflação, desemprego, pobreza e queda do poder aquisitivo.
    Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), em abril, a inflação do país ficou em 3,4% e acumulou 55,8% nos últimos 12 meses. Os preços no varejo aumentaram 15,6% no primeiro trimestre e o item alimentação subiu 66% no último ano. Além disso, o Indec detalhou que foram registrados aumentos em outros itens básicos, como vestuário e calçados (6,2%); equipamentos e manutenção de casa (4,6%) e transporte (4,4%).
    Alimentos e bebidas sofreram um aumento de 2,5% em abril e acumularam alta de 18,7% no primeiro trimestre.
    Já a taxa de desemprego subiu para 9,1% no quarto trimestre de 2018, o equivalente a 400 mil pessoas desocupadas a mais em relação ao ano anterior. O número é o maior percentual registrado desde 2005, na comparação trimestral. A mesma agência ainda observa que, no segundo semestre de 2018, 32% da população estava vivendo abaixo da linha da pobreza.
    (ANSA)

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