A um mês de eleição, desemprego bate recorde na gestão Macri

Taxa de desocupação atingiu o maior valor dos últimos 13 anos

Protestos contra a crise econômica em Buenos Aires, Argentina
Protestos contra a crise econômica em Buenos Aires, Argentina (foto: EPA)
15:28, 20 SetBUENOS AIRES ZLR

(ANSA) - Faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais na Argentina, a taxa de desemprego no país subiu para 10,6% no segundo trimestre de 2019 e atingiu o valor mais alto da gestão de Mauricio Macri e dos últimos 13 anos.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) e podem complicar a já delicada situação do presidente, que aparece atrás do peronista Alberto Fernández, ex-chefe de Gabinete de Néstor e Cristina Kirchner, em todas as pesquisas de intenção de voto.

Segundo o Indec, as mulheres de 14 a 29 anos são as que mais sofrem com o desemprego, com uma taxa de 23,4%, contra os 21,5% registrados no mesmo período de 2018. Para os homens da mesma faixa etária, o índice é de 18,6%, alta de 1,3 ponto percentual em um ano.

O instituto estima que a Argentina tenha fechado o segundo trimestre com mais de 2,5 milhões de desempregados. As eleições presidenciais estão marcadas para 27 de outubro e 24 de novembro, caso haja segundo turno.

Acossado pela crise econômica, o governo Macri já impôs limites à compra de dólares e pediu mais tempo para pagar um empréstimo de US$ 56 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI). (ANSA)

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