Roma pede prisão perpétua a ex-ditadores latinos

Processo se refere ao desaparecimento de 23 cidadãos italianos

O ex-presidente da Bolívia Luis García Meza é um dos acusados
O ex-presidente da Bolívia Luis García Meza é um dos acusados (foto: Wikicommons)
16:25, 14 OutROMA ZLR

(ANSA) - A Procuradoria de Roma pediu nesta sexta-feira (14) a condenação à prisão perpétua de 30 pessoas, incluindo ex-ditadores, que integraram as juntas militares que comandaram países da América Latina nas décadas de 1970 e 1980.

 

Elas são acusadas de sequestro e homicídio agravado de 23 cidadãos de origem italiana, no âmbito da Operação Condor, estratégia político-militar conjunta de ditaduras do Cone Sul para exterminar adversários.

 

O caso já dura 16 anos e inicialmente investigava 140 pessoas, incluindo 11 brasileiros, mas problemas burocráticos ligados à morte de muitos dos suspeitos reduziram o número de réus, que são chilenos, bolivianos, peruanos e uruguaios.

 

O único para quem foi pedida absolvição é o tenente Ricardo Eliseo Chávez Domínguez, ex-chefe do serviço secreto da Marinha Militar do Uruguai. Entre os réus também estavam os ex-ditadores Juan María Bordaberry (Uruguai) e Jorge Rafael Videla (Argentina), mas ambos morreram durante as investigações.

 

Já entre os que continuam vivos estão o ex-primeiro-ministro do Peru Pedro Richter Prada, o ex-presidente Francisco Morales Bermúdez, o ex-ditador uruguaio Gregorio Álvarez, que já cumpre pena em seu país desde 2007 por violações dos direitos humanos, o ex-mandatário da Bolívia Luis García Meza e o ex-ministro do Interior Luis Arce Gómez. (ANSA)

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