Venda a chineses não afeta fábricas no Brasil, diz Provera

Presidente global da Pirelli fala sobre as 4 fábricas no país

Provera garante que Pirelli não fechará unidades no Brasil
Provera garante que Pirelli não fechará unidades no Brasil (foto: ANSA)
20:29, 27 MarSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O presidente global da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, afirmou que não há planos de fechar as quatro fábricas da empresa no Brasil em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo".

 

Segundo o mandatário, a Pirelli está no país há mais de 80 anos e tem uma posição local muito forte. As especulações sobre o possível fechamento de fábricas ocorrem após o anúncio da empresa de que, em breve, terá controle chinês. Nesta semana, o grupo ChemChina fechou acordo para comprar 26% das ações da empresa e que ele terá, ao menos, 50,1% do negócio a partir de julho.

 

Provera destacou que a venda ao proprietário chinês não afeta em nada as fábricas daqui, mas que a crise do setor automotivo no Brasil pode fazer com que a Pirelli faça cortes na operação local.

 

Diversas montadoras brasileiras já estão ajustando-se à realidade da economia, com férias coletivas e cortes no número de funcionários. Como a empresa italiana depende da demanda do mercado local, é bem provável que deva seguir pelo mesmo caminho, mas sem anunciar o tamanho dessas reduções.

 

Atualmente, a Pirelli possui fábricas em Feira de Santana (BA), Gravataí (RS), Campinas e Santo André (SP) e tem cerca de 12 mil funcionários. Segundo dados divulgados pelo jornal, a Pirelli tem na América Latina, 34% das suas vendas mundiais.

 

De acordo com a entrevista de Provera, a parceria abrirá mais espaço para a empresa no mercado chinês e no norte-americano e dobra sua presença global no segmento de pneus para caminhões, ônibus e tratores.

 

Ainda de acordo com o "Estado", a operação da ChemChina na empresa deve variar entre 50,1% e 65%.

 

Sobre Provera, a entrevista mostrou que ele tem ainda a função de presidente no grupo pelos próximos cinco anos e poderá nomear um sucessor. Além disso, poderá reabrir o capital da empresa após quatro anos. Segundo informações do mandatário, a Pirelli deve saltar da 15ª para a 4ª ou 5ª posição no mercado após o acordo. (ANSA)

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