Doleiro apontou ao menos 195 envolvidos , diz defesa

Alberto Youssef colabora com investigação da Lava jato

Doleiro Alberto Youssef colabora com investigação Lava Jato
Doleiro Alberto Youssef colabora com investigação Lava Jato (foto: Agência Brasil)
09:27, 12 AgoSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - A defesa de Alberto Youssef listou os nomes de pessoas físicas e jurídicas já citadas por ele em sua delação para pedir perdão judicial na ação contra a cúpula da Andrade Gutierrez em que ele é também é réu. Ao todo, o doleiro mencionou em sua colaboração, de forma direta ou indireta, ao menos 195 nomes, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, a presidente Dilma Rousseff e até senadores da oposição como Aécio Neves e Antonio Anastasia.
    Algumas menções aos políticos citados pelo doleiro não foram consideradas fortes o suficiente para dar origem a investigações por parte da Procuradoria-Geral da República.
    Ainda assim, o doleiro continua colaborando com as investigações e vem prestando mais depoimentos aos investigadores mantidos em sigilo e que não foram elencados por sua defesa na petição. No caso de Dilma Roussef, o procurador-geral da República Rodrigo Janot avaliou que não caberia apurar as citações por elas envolverem episódios antes de ela assumir o mandato presidencial.
    No documento em que responde à acusação da Lava Jato e pede perdão judicial, a defesa do doleiro cita ainda as cinco condenações contra ele já impostas que somam 43 anos , nove meses e 10 dias de reclusão. Os advogados relembram um dos termos do acordo de delação que prevê que caso a soma das penas do doleiro superem 30 anos todas as novas denúncias que forem oferecidas contra ele sejam suspensas. O acordo de colaboração foi firmado com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
    "Antes da colaboração de Alberto Youssef, as investigações circunscreviam-se a um esquema bastante pontual, sobretudo na Diretoria de Abastecimentos da Petrobrás. Depois de sua (efetiva) colaboração, o raio de abrangência investigativa aumentou significativamente, passando a alcançar um sem número de pessoas físicas e jurídicas", afirmam os defensores na petição.
    Um dos principais alvos da operação Lava Jato, Youssef operava uma complexa estrutura de lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas para as maiores empreiteiras e também para partidos políticos. Ele decidiu colaborar com as investigações após ser preso no ano passado e ficar na iminência de pegar mais de 40 anos de prisão. "Ante a já reconhecida efetividade da colaboração de Alberto Youssef, sem a qual a operação não teria alcançado a magnitude que alcançou, a defesa vem pugnar a aplicação do (merecido) perdão judicial", assinalam os advogados do doleiro.caso do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O presidente do também compareceu ao encontro.
    O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, também participou do encontro. Pelo governo, participaram os ministros José Eduardo Cardozo (justiça), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). (ANSA) Fonte: Estadão Conteúdo

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