1ª noite de desfiles em SP tem samba, reggae e sertanejo

Sete agremiações abriram o carnaval de avenida na cidade

Desfile da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, válida pelo Grupo Especial do Carnaval de São Paulo
Desfile da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, válida pelo Grupo Especial do Carnaval de São Paulo (foto: Newton Menezes/Futura Press)
09:46, 10 FevSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - Sete agremiações abriram o carnaval de avenida na capital paulista na noite dessa sexta-feira (9) e madrugada de hoje (10). Os desfiles das escolas de samba no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (Sambódromo do Anhembi), na zona Norte da cidade, foram marcados pela mistura de ritmos e homenagens ao samba, ao reggae e ao sertanejo.
   

Destaque da noite, a Acadêmicos do Tatuapé homenageou o estado do Maranhão, e sua bateria, por vezes, alternou o samba com o reggae. A Mancha Verde celebrou os 40 anos do grupo Fundo de Quintal, e a Unidos do Peruche prestou reverência a Martinho da Vila. A Rosas de Ouro levou para a avenida a vida dos caminhoneiros, e a música sertaneja, apreciada pela categoria.
   

Nesse primeiro dia de desfile das escolas na capital paulista, o sambódromo não chegou a lotar e ficou parcialmente ocupado, com espaços vagos, principalmente nos lugares mais distante da avenida, nas arquibancadas mais altas. A participação do público foi maior nas passagens da Mancha Verde, quando parte dos espectadores acendeu sinalizadores nas arquibancadas, e da Acadêmicos do Tatuapé. A plateia ovacionou os membros da Acadêmicos do Tucuruvi - escola que perdeu praticamente todas as fantasias e alegorias em um incêndio no início de janeiro e que fez um desfile de superação.
   

Independente Tricolor

Estreante no Grupo Especial do carnaval de avenida da capital paulista, a escola de samba Independente Tricolor - ligada à torcida organizada do São Paulo - abriu o desfile no sambódromo paulistano, por volta das 23h, animando o público com o samba-enredo sobre o cinema de terror: "Em cartaz: Luz, Câmera e Terror… Uma Produção Independente!".
   

O personagem Zé do Caixão, do cineasta José Mojica, foi a estrela da escola. Outras figuras fictícias, como Nosferatu, do filme de Friedrich Wilhelm Murnau, e Jason, do filme Sexta-feira 13, criado por Victor Miller, também foram celebradas. Com um samba em tom maior, a escola desfilou com muitos zumbis, bruxas e vampiros.
   

Tom Maior

A vida da imperatriz Maria Leopoldina, esposa de D.Pedro I, e a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense foram os temas do samba-enredo da Tom Maior, a última escola a entrar na avenida, com o sábado já amanhecendo e o sambódromo parcialmente esvaziado. O desfile terminou por volta das 7h.
   

O samba-enredo "O Brasil de Duas Imperatrizes: De Viena Para o Mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense" contou a trajetória da personagem histórica e da escola de samba carioca. Leopoldina morreu aos 29 anos e seu nome foi dado a uma ferrovia, que tem um trecho que corta os subúrbios do Rio de Janeiro. Em um ponto às suas margens, no bairro de Ramos, nasceu a escola de samba Imperatriz Leopoldinense.
    Fonte: Agência Brasil (ANSA)

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