Italiano é assassinado por namorada em Maceió

Mulher pedia dinheiro à família da vítima por celular

Italiano é assassinado por namorada em Maceió
Italiano é assassinado por namorada em Maceió (foto: Reprodução)
16:12, 06 NovSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Uma brasileira confessou nesta segunda-feira (5) à polícia de Alagoas o assassinato de seu namorado, o advogado italiano Carlo Cicchelli, 48 anos, com quem dividia uma casa em Maceió. A família da vítima não tinha notícias suas havia mais de um mês.

Cléa Fernanda Máximo está presa na Delegacia de Homicídios e disse ter matado o namorado há pelo menos um mês, mantendo o corpo durante todo esse tempo dentro de casa. O casal se conheceu no ano passado, quando Cléa era vizinha de Cicchelli em Turim, na Itália.

O advogado abandonou a carreira e foi viver com a brasileira em outra cidade italiana, onde montou um restaurante, segundo o portal "G1". O casal se mudou para o Brasil em junho deste ano, e a última vez que Carlo entrou em contato com a família foi em 25 de setembro.

Depois desse dia, o celular de Carlo continuou mandando mensagens pedindo dinheiro para parentes na Itália. Os familiares estranharam e insistiram para que ele fizesse uma chamada de vídeo para confirmar que estava bem. Por fim, Cléa admitiu que era ela quem estava enviando as mensagens e criou três versões diferentes para o desaparecimento de Cicchelli.

Na primeira, a mulher disse que ele tinha sumido e deixado o telefone com ela. Na segunda, afirmava que ele teria viajado a São Paulo e depois fugido para a Colômbia. E na última, Cléa disse que ele teria se envolvido com a filha de um traficante de Maceió e precisava de dinheiro para fugir. Ao todo, a família enviou 5 mil euros para uma conta bancária brasileira. 

O ministério das Relações Exteriores da Itália informou que está em estreita ligação com o consulado italiano em Recife e com as autoridades locais para acompanhar os desdobramentos do assassinato do advogado.

De acordo com fontes da Farnesina, as autoridades também estão dando todo suporte necessário para a família da vítima. “Estamos todos chateados, mas também estamos nos perguntando como é possível que essa mulher tenha conseguido dominar um homem como Carlo, que era um amante da aptidão física e que também praticava kickboxing”, disse Chiara Moro, advogada e amiga de Cicchelli.

A magistrada trabalhou com o italiano no mesmo escritório de advocacia, em Turim, até 2009, juntamente com Francesca Moro, ex-companheira de Cicchelli, com quem tem dois filhos. (ANSA)

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