Morte de Marielle completa um ano e permanece sem reposta

Vereadora foi assassinada com motorista em 14 de março de 2018

Protesto no Rio de Janeiro pede identificação dos mandantes da morte de Marielle Franco
Protesto no Rio de Janeiro pede identificação dos mandantes da morte de Marielle Franco (foto: EPA)
20:41, 14 MarSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - O assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes completa um ano nesta quinta-feira (14). Os dois, que estavam em um carro, foram executados a tiros às 21h30, na Rua Joaquim Palhares, no Rio de Janeiro.

Um ano após a tragédia que abalou o Brasil e percorreu o mundo, o mandante do crime ainda não foi identificado. Na última semana, as investigações avançaram, culminando na prisão do policial reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, o qual tinha sido expulso da corporação. De acordo com a investigação, Lessa seria o autor dos disparos, enquanto Queiroz teria sido o motorista do carro que alvejou Marielle e Anderson.

Os suspeitos do assassinato deixaram hoje (14) a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, com destino ao Instituto Médico-Legal, no centro, para exame de corpo de delito. Após a perícia, eles serão encaminhados para a Cadeia Pública em Benfica, na zona norte, onde devem passar por audiências de custódia.

No cumprimento dos mandados, a polícia encontrou peças para a montagem de 117 fuzis na casa de um homem identificado como Alexandre Motta. Ele afirma que apenas guardava as caixas a pedido do amigo Ronnie Lessa. Motta foi preso em flagrante. A defesa do suposto atirador nega que os armamentos e as munições sejam dele.

Enquanto isso, as famílias de Marielle e Anderson pedem a solução do caso. Nesta manhã, várias homenagens ocorreram pelo Rio de Janeiro. Por volta das 8h locais, um ato na Cinelândia espalhou flores pelas escadarias pela Câmara Municipal, onde Marielle era vereadora. Uma faixa amanheceu estendida na fachada do Palácio Pedro Ernesto. (ANSA)

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