Presos de Altamira são mortos durante transferência para Belém

Quatro detidos foram encontrados com sinais de sufocamento

Presos de Altamira são mortos durante transferência para Belém
Presos de Altamira são mortos durante transferência para Belém (foto: Reprodução / Twitter)
15:44, 31 JulSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) informou nesta quarta-feira (31) que quatro presos envolvidos na rebelião no presídio de Altamira foram mortos durante a transferência para Belém.

Segundo as autoridades, os detidos foram encontrados com sinais de sufocamento. As mortes teriam ocorrido na noite desta terça-feira (30) entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá.

A Segup explicou que todos os homens faziam parte da mesma facção e estavam sendo transportados em duas celas diferentes do caminhão. Todos estavam algemados.

Os outros 26 detidos que estavam no veículo e que também seriam transferidos foram colocados em isolamento.

Na última segunda-feira (29), uma rebelião entre facções criminosas deixou 58 mortos, sendo que 16 foram decapitados e 41 teriam morrido por asfixia, devido ao incêndio, no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará.Um dia depois, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.

Após o massacre, o governo do Pará autorizou a transferência imediata de 46 presos, sendo que 10 iria para o regime federal e os outros redistribuídos pelos presídios do estado.

Vítimas

Ontem (30), pelo menos 15 mortos foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML). Eles foram identificados como Efraim Mota Ferreira, 22 anos; Luilson da Silva Sena, 35 anos; Wesley Marques Bezerra, 21 anos; Adriano Moreira de Lima, 21 anos; Ismael Souza Veiga, 37 anos; Carlos Reis Araújo 23 anos; Jelvane de Sousa Lima, 35 anos; Josivan Irineu Gomes, 25 anos, Marcos Saboia de Lima, 28 anos; Rivaldo Lobo dos Santos, 20 anos; Josivan Jesus Lima; Evair Oliveira Brito; Deiwson Mendes Correa; Natanael Silva do Nascimento; Renan da Silva Souza.

O massacre é um dos maiores em presídios desde o ocorrido no Carandiru, em 1992, quando 111 detentos foram mortos na Casa de Detenção, na zona norte de São Paulo. (ANSA)

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