Sequestrador de ônibus no Rio de Janeiro é morto pela polícia

Ao todo, 37 pessoas foram mantidas reféns por um homem

Sequestrador de ônibus no Rio de Janeiro é morto pela polícia (foto: EPA)
19:16, 20 AgoSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - O homem que sequestrou na manhã desta terça-feira (20) um ônibus na ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, foi baleado por um atirador especial (sniper) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e morreu. Depois de quatro horas, o sequestro foi declarado encerrado e os reféns puderem ser libertados. 

Ao todo, 18 passageiros foram mantidos reféns. Alguns chegaram a ser liberados pelo sequestrador. O veículo, que pertence à empresa de viação Galo Branco e faz a linha 2520 (Alcântara x Estácio), estava sob controle de um sequestrador desde às 5h26, parado na altura do Vão Central, no sentido Rio de Janeiro. As pistas da ponte foram totalmente fechadas ao trânsito. 

Não se sabe a motivação do sequestrador, mas a Polícia Militar (PM) considera que a ação foi premeditada. O homem usou uma arma de brinquedo, uma faca e material incendiário para anunciar o sequestro e ordenar que o motorista do veículo parasse sobre a ponte.

O jovem Willian Augusto da Silva, de 20 anos, que sequestrou um ônibus, morreu com seis perfurações, indica uma primeira análise da perícia.

A informação foi revelada pelo portal G1. Segundo o relatório, os disparos atingiram o antebraço direito, a perna esquerda, o braço esquerdo e o tórax - duas vezes - do criminoso.

De acordo com os peritos, no entanto, ainda não é possível afirmar quantos tiros acertaram o rapaz, porque um mesmo disparo pode ter causado mais de um ferimento.

Durante coletiva de imprensa, a polícia do Rio de Janeiro afirmou que William estava estava em surto psicótico quando sequestrou o ônibus, permanecendo por três horas e meia com 37 reféns parados na altura do vão central da ponte, na pista sentido Rio.

À jornalistas, o governador do estado, Wilson Witzel, considerou um sucesso a operação que terminou com a morte de Willian. "Tivemos que usar atiradores de elite para neutralizar um homem que ameaçada dezenas de vidas. Eu estive no local, subi no ônibus e vi que havia um cheiro forte de gasolina. Ele pendurou no teto do ônibus garrafas PET cortadas com gasolina e tinha um isqueiro na mão quando foi abatido. Durante a negociação ele demonstrou uma perturbação mental e disse que queria parar o estado. Vamos ouvir os reféns e familiares para entender o que levou ele a praticar este ato."

Por motivo de sigilo no inquérito, não foi revelado quantos atiradores participaram da ação nem quantos tiros foram disparados. O sequestrador foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, mas não há informações se ele chegou com vida ou já morto à unidade de saúde.

A Polícia Civil assumiu a ocorrência e a Delegacia de Homicídios da capital será a responsável por conduzir o inquérito, que está em sigilo.

William não tinha antecedentes criminais e parentes relataram que ele estava em surto psicótico há três dias. A arma encontrada com ele era um simulacro, ou seja, de brinquedo. (ANSA - Com informações da Agência Brasil)

 

 

 

(ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA