Polícia prende 4 em inquérito sobre morte de Marielle

Grupo teria arquitetado ação para esconder arma do crime

Cartaz com o rosto de Marielle Franco em Paris, na França
Cartaz com o rosto de Marielle Franco em Paris, na França (foto: ANSA)
14:44, 03 OutSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriram nesta quinta-feira (3) cinco mandados de prisão em um desdobramento das investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março do ano passado.

Um dos alvos, o policial reformado Ronnie Lessa, suspeito de ser o autor material do duplo homicídio, já estava preso na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Os outros quatro são a mulher do ex-PM, Elaine Lessa, o cunhado dele, Bruno Figueiredo, e dois supostos cúmplices, José Márcio Montavano (Márcio Gordo) e Josinaldo Lucas Freitas (Djaca).

Eles são acusados de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Lessa, entre elas a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson.

De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios (DH) da capital fluminense, em março deste ano, dois dias depois das prisões de Lessa e do ex-policial Élcio de Queiroz, outro acusado de matar Marielle e Anderson, o grupo teria jogado as armas no mar.

Sob o comando de Elaine, o armamento teria sido descartado perto das Ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca. Segundo a DH, Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, zona oeste do Rio, e levou-a até Freitas, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-la até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano.

Já Bruno Figueiredo é acusado de ajudar Montavano na execução do plano. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho, segundo a Polícia Civil. (ANSA)(Com informações da Agência Brasil)

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