Morre em Miami o rabino Henry Sobel

Líder foi um dos grandes nomes da comunidade judaica brasileira

Henry Sobel, em foto de arquivo
Henry Sobel, em foto de arquivo (foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
17:20, 22 NovSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O rabino Henry Sobel, 75 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (22), em Miami, nos Estados Unidos, por complicações associadas a um câncer.

Nascido em 9 de janeiro de 1944, em Lisboa, Portugal, ele chegara ao Brasil na década de 1970 e foi presidente da Congregação Israelita Paulista (CIP) até outubro de 2007. O rabino ficou conhecido principalmente por sua luta em defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar.

A morte de Henry Sobel foi lamentada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela CIP. Por meio de nota, as entidades classificaram o rabino como "um protagonista histórico na defesa dos direitos humanos no Brasil, com destaque para sua atuação na luta pelo esclarecimento da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, em São Paulo, durante a ditadura militar.

"Sobel recusou-se a enterrar Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte. O rabino também participou, ao lado de líderes como Dom Paulo Evaristo Arns e Jaime Wright, do ato ecumênico em homenagem a Herzog, naquele mesmo ano", diz o comunicado.

Para o o rabino Michel Schlesinger, da CIP, Henry Sobel foi o maior representante da comunidade judaica brasileira. "De seu modo contundente e carismático, comunicou os valores judaicos humanistas para o nosso país. Quando denunciou o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, contribuiu de maneira definitiva para a redemocratização do Brasil", disse.

O governador de São Paulo, João Doria, usou sua conta no Twitter para homenager Sobel. "Um grande defensor dos direitos humanos", escreveu. (ANSA) Fonte: Agência Brasil

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