Brasil registra 881 mortes em 24h por Covid-19 e bate recorde

Ao todo, país contabiliza 12,4 mil vítimas pelo novo coronavírus

Funeral coletivo das vítimas da covid-19 em cemitério de Manaus
Funeral coletivo das vítimas da covid-19 em cemitério de Manaus (foto: ANSA)
07:45, 13 MaiSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (12) que o Brasil registrou 881 mortes pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), elevando o total para 12,4 óbitos. Este é o maior número diário contabilizado desde o início da pandemia no país. O recorde anterior era de 751 falecimentos, na sexta-feira (8).

Segundo o novo balanço, o território brasileiro tem 177.589 casos confirmados da covid-19, sendo que 9258 novos diagnósticos foram identificados de ontem para hoje.

O número de falecimentos, no entanto, não significa necessariamente que as pessoas perderam a vida no último dia.Desde que o Brasil foi atingido pela pandemia, o governo tem somado aos dados diários os óbitos ocorridos dias atrás, mas que foram confirmados nas últimas 24 horas.

De acordo com o ministério, das 881 vítimas incluídas neste balanço, 206 foram registradas nos últimos três dias. Ao todo, existem outras 2.050 mortes sendo investigadas. No entanto, especialistas acreditam que os números reais devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação.

No total, 92.593 pacientes estão em acompanhamento médico (52,1% dos casos) e outros 72.597 já estão curados (40,9%).

Decreto Academias -

Governadores de diversos estados decidiram que vão manter fechados salões de beleza, barbearias e academias de ginástica, mesmo com o decreto presidencial que inclui esses serviços na lista de atividades essenciais durante a pandemia da covid-19. O texto foi publicado ontem (11) em edição extra do Diário Oficial da União.

Como justificativa, os governadores defendem o isolamento social para evitar o avanço do novo coronavírus e lembram decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na semana passada, definiu que cabe aos governos estaduais e municipais estabelecer medidas restritivas de locomoção e coordenação das atividades dentro de suas fronteiras, sem o aval do governo federal.

O presidente Jair Bolsonaro vem se manifestando há várias semanas pela reabertura dos comércios e, diante da decisão do STF, ampliou os serviços essenciais. Já foram incluídos, além de supermercados, farmácias e infraestrutura, outros segmentos, como construção civil e, agora, salões, barbearias e academias.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro justificou a medida afirmando que a intenção é "atender milhões de profissionais, a maioria humildes, que desejam voltar ao trabalho e levar saúde e renda à população". (ANSA - Com informações da Agência Brasil)

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