Brasil tem incidência de Covid maior que Itália

País já contabiliza quase 830 mil casos do novo coronavírus

Manifestação em Copacabana homenageia vítimas de coronavírus no Brasil
Manifestação em Copacabana homenageia vítimas de coronavírus no Brasil (foto: EPA)
21:08, 12 JunSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Segundo país com mais casos do novo coronavírus em termos absolutos, o Brasil já começa a superar algumas das nações que mais sofreram com a pandemia também em índices relativos, que levam em conta o tamanho da população.

Com os 25.982 contágios confirmados nesta sexta-feira (12) pelo Ministério da Saúde, o Brasil chegou a 828.810 mil casos do coronavírus Sars-Cov-2, com uma taxa de 394 para cada 100 mil habitantes.

Essa incidência é maior que a da Itália, que em determinado momento foi o país mais atingido pela pandemia e hoje tem 391 casos para cada 100 mil habitantes, com um total de 236.305 pessoas já infectadas.

A comparação ainda desconsidera a subnotificação que caracteriza a crise sanitária no Brasil. Enquanto a Itália, com uma população 3,5 vezes menor, contabiliza 4,5 milhões de exames em 2,8 milhões de pessoas, segundo a Defesa Civil, o Ministério da Saúde brasileiro e a maior parte dos governos estaduais sequer divulgam esse dado diariamente. Um levantamento de dois dias atrás feito pelo portal G1 apontava quase 1,4 milhão de exames.

O país europeu, no entanto, ainda apresenta uma incidência de óbitos maior que a do Brasil, sem levar em conta a subnotificação. A Itália tem 34.223 mil mortes por Covid-19, o que representa 57 para cada 100 mil habitantes. Já o Brasil tem 41.828 óbitos, 20 para cada 100 mil habitantes.

A diferença é que a Itália, após mais de dois meses de quarentena rígida que só permitia a saída de casa com certificado de comprovação de necessidade, conseguiu controlar a pandemia e vem registrando menos de 100 mortes por dia desde 31 de maio.

No Brasil, apenas poucas cidades, como São Luís (MA), impuseram um lockdown nos moldes italianos - e por menos tempo. O país vem contabilizando cerca de mil mortes por dia e, segundo uma projeção usada pela Casa Branca, pode ter 137,5 mil até o fim de julho, o que mais do que triplicaria a incidência de óbitos. (ANSA)

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