Começa teste de vacina anti-Covid de Oxford em São Paulo

Candidata é uma das mais promissoras para frear pandemia

Fachada do Hospital São Paulo, que é ligado à Unifesp
Fachada do Hospital São Paulo, que é ligado à Unifesp (foto: Divulgação)
18:33, 23 JunSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Começou no último fim de semana o estudo clínico em São Paulo da vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A candidata é tida como uma das mais promissoras para deter a pandemia e está na terceira e última fase de testes, quando é avaliada sua eficácia para imunizar seres humanos.

O estudo é conduzido simultaneamente no Reino Unido e no Brasil, que foi escolhido para participar da pesquisa pelo fato de ainda ter uma grande circulação do novo coronavírus em seu território.

O teste na capital paulista é coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com apoio da Fundação Lemann, mas o estudo também será feito no Rio de Janeiro, sob orientação da Rede D'Or.

"No dia 20 de junho, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Universidade Federal de São Paulo (Crie/Unifesp), coordenado pela professora e pesquisadora Lily Yin Weckx, recebeu os primeiros 15 voluntários que participarão dos testes da eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford", diz uma nota da instituição de ensino.

As doses serão aplicadas em adultos de 18 a 55 anos, prioritariamente profissionais de saúde da linha de frente contra a pandemia ou pessoas com risco aumentado de exposição ao Sars-CoV-2, como funcionários de hospitais ou motoristas de ambulâncias.

A vacina ChAdOx1 nCoV-19 utiliza um adenovírus de chimpanzés para apresentar ao sistema imunológico a proteína spike, usada pelo coronavírus para agredir células humanas. Os voluntários serão acompanhados por 12 meses, mas a multinacional AstraZeneca, responsável pela produção e distribuição em nível mundial, espera ter resultados em setembro.

A empresa inclusive já iniciou "cadeias de produção" nos Estados Unidos, na Índia, na Itália e no Reino Unido e diz ter acordos para fabricar pelo menos 2 bilhões de doses, mas o Brasil não faz parte de nenhum deles neste momento. (ANSA)

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