Brasil tem pior semana desde o início de pandemia

Foram 319.389 contágios e 7.714 óbitos em apenas sete dias

Manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em 19 de julho, no auge de pandemia de coronavírus no país
Manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em 19 de julho, no auge de pandemia de coronavírus no país (foto: EPA)
19:03, 25 JulSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O Brasil registrou seu maior número de novos casos e óbitos pelo coronavírus Sars-CoV-2 em uma semana desde o início da pandemia. Com os 51.147 contágios e as 1.211 mortes deste sábado, segundo o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), o país chegou a 319.389 diagnósticos positivos e 7.714 vítimas entre os dias 19 e 25 de julho.

Além disso, o Brasil vem registrando mais de 200 mil casos e mais de 7 mil mortes por semana desde meados de junho, o que indica que a curva epidemiológica ainda não entrou na fase descendente, apesar do otimismo de governos estaduais e municipais com medidas de reabertura.

O país soma agora 2.394.513 pessoas já infectadas e 86.449 óbitos na pandemia, perdendo apenas para os Estados Unidos (4,15 milhões de contágios e 146,1 mil mortes) em números absolutos.

O Brasil tem índice de 1.139 casos para cada 100 mil habitantes, valor inferior apenas aos de Chile (1.835/100 mil), EUA (1.270/100 mil) e Peru (1.175/100 mil) entre países com mais de 10 milhões de pessoas, segundo dados do monitoramento da Universidade Johns Hopkins.

Já a incidência de óbitos no Brasil é de 41 para cada 100 mil habitantes, número que, levando em conta os mesmos critérios, o deixa atrás apenas de Bélgica (86/100 mil), Reino Unido (69/100 mil), Espanha (61/100 mil), Itália (58/100 mil), Suécia (56/100 mil), Peru (56/100 mil), Chile (48/100 mil), França (45/100 mil) e EUA (45/100 mil).

A diferença é que a curva no Brasil ainda não entrou na fase descendente, enquanto os países europeus que lideram em incidência de mortes conseguiram controlar a pandemia em seus territórios.

São Paulo é o estado com mais casos (479.481) e óbitos (21.517) em termos absolutos, enquanto Roraima tem a maior incidência de contágios (4.852/100 mil habitantes), e o Ceará, de mortes (82/100 mil), segundo o Conass. (ANSA)

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