Amapá sofre novo apagão total em 13 cidades

Estado vive situação caótica desde o dia 3 de novembro

Amapá voltou a sofrer com um novo apagão, em situação caótica que existe desde 3 de novembro
Amapá voltou a sofrer com um novo apagão, em situação caótica que existe desde 3 de novembro (foto: EPA)
08:28, 18 NovSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O estado do Amapá voltou a sofrer um novo apagão de energia elétrica total na noite desta terça-feira (17). Em 13 das 16 cidades, os cidadãos ficaram sem eletricidade entre às 20h30 e às 23h30, com a energia voltando de maneira intermitente.

As cidades afetadas são as mesmas que vivem em um situação de racionamento desde o dia 3 de novembro, quando um primeiro apagão foi provocado por um incêndio em uma das subestações.

Moradores relatam que a situação é caótica, com a perda de alimentos e problemas no abastecimento de água potável.

Em nota oficial, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou que "houve novo desligamento no estado do Amapá e que está trabalhando para restabelecer a totalidade das cargas no estado o mais breve possível".

"O transformador da subestação Macapá não apresentou problema, a UHE Coaracy Nunes está gerando energia e a CEA, distribuidora local, está inspecionando as linhas e subestações para identificar a causa da ocorrência", finaliza a nota sem dar mais detalhes sobre a origem do problema.

O novo apagão ocorreu no mesmo dia em que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prestou esclarecimentos para a Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas de combate à Covid-19 sobre o blecaute no Amapá.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, havia prometido o restabelecimento total da energia elétrica até o dia 13 de novembro, mas a Companhia de Eletricidade do Amapá informou que o racionamento deve continuar até 26 de novembro. Ainda não se sabe se o novo apagão afetará esse prazo.

Já a concessionária LMTE, a empresa privada que gere o sistema, tinha até o dia 12 de novembro para apresentar um solução para o problema segundo decisão judicial - e sob pena de uma multa diária de milhões de reais. Porém, a empresa pediu prorrogação desse prazo até 25 de novembro. (ANSA).
   

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