Lewandowski autoriza novas diligências contra ministro Pazuello

Inquérito avalia responsabilidades no colapso da saúde em Manaus

Pazuello está sendo investigado sobre colapso de saúde em Manaus
Pazuello está sendo investigado sobre colapso de saúde em Manaus (foto: EPA)
08:05, 16 FevSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, autorizou nesta segunda-feira (15) novas diligências da Polícia Federal contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no inquérito que avalia as responsabilidades sobre o colapso da saúde em Manaus, capital do Amazonas.

Entre as autorizações, estão a busca por informações sobre os gastos na compra de cloroquina e hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19, mas são promovidos para uso pelo governo, acesso a e-mails trocados entre a pasta e as secretarias de Saúde locais, e depoimentos com funcionários do Ministério da Saúde, do governo do Amazonas e da prefeitura da capital.

Pazuello é investigado por conta do colapso da saúde em Manaus, que provocou cenas desesperadas no início de janeiro por conta da falta de oxigênio hospitalar e da falta de leitos disponíveis nos hospitais. Foram dezenas de relatos de pacientes, com Covid-19 ou não, que faleceram por não conseguirem respirar.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda quer saber porque os representantes do Ministério da Saúde foram enviados para a capital amazonense apenas na primeira semana de 2021, sendo que o aumento exponencial de casos da doença já era de conhecimento na semana do Natal.

Outro ponto considerado crítico é que a fornecedora de oxigênio, a empresa White Martins, alertou em 8 de janeiro que não estava dando conta de entregar o item por causa da alta demanda e que não conseguiria fazer o fornecimento de maneira a suprir a necessidade. A pasta do governo federal, porém, só começou a enviar oxigênio para Manaus em 12 de janeiro.

Dois dias depois, o Ministério ainda enviou mais de 120 mil unidades dos remédios cloroquina e hidroxicloroquina para o "tratamento precoce" da Covid-19, mesmo que, uma ano após o início da pandemia no mundo, não exista comprovação científica de qualquer benefício das drogas. (ANSA).
   

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