Pfizer recusa condições de Bolsonaro para vender vacina

Apenas Brasil, Argentina e Venezuela recusaram as condições
Apenas Brasil, Argentina e Venezuela recusaram as condições (foto: EPA)
19:22, 22 FevSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - A farmacêutica norte-americana Pfizer afirmou nesta segunda-feira (22) que não aceita as condições apresentadas pelo governo de Jair Bolsonaro para vender sua vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 ao Brasil.

A declaração foi dada durante reunião entre a empresa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Entre as negociações está o fato de que a Pfizer quer que o Ministério da Saúde se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos do imunizante, a partir do momento que o uso emergencial e temporário seja concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outro ponto de discórdia diz respeito à decisão da empresa de pedir que qualquer litígio com o governo brasileiro seja debatido e resolvido na Câmara Arbitral de Nova York.

Ainda de acordo com a reportagem, a Pfizer defende também que o governo Bolsonaro renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento e constitua um fundo com valores depositados em uma conta no estrangeiro.

Até agora, apenas o Brasil, Argentina e Venezuela recusaram as condições da farmacêutica.

Esse impasse está se arrastando há meses, tendo em vista que o primeiro contato ocorreu em junho de 2020. No entanto, as negociações não evoluíram e o próprio presidente Bolsonaro chegou a criticar os termos do contrato de aquisição das vacinas anti-Covid da Pfizer.

No último domingo (21), inclusive, o Ministério da Saúde revelou ter pedido orientação ao Palácio do Planalto sobre como proceder para solucionar o empecilho com a Pfizer. (ANSA).
   

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