Adiamento de eleição presidencial preocupa Ban Ki-moon

Manifestantes saíram às ruas da capital contra adiamento

Adiamento de eleição presidencial preocupa Ban Ki-moon (foto: EPA)
15:24, 24 JanSÃO PAULO ZSG

(ANSA) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, disse estar preocupado com o adiamento do segundo turno das eleições presidenciais no Haiti, que estavam previstas para ocorrerr amanhã (24).
   
Em comunicado, ele pediu que as partes envolvidas trabalhem sem demora em busca de uma conclusão pacífica para o processo eleitoral. É preciso, segundo Ban, "encontrar uma solução consensual que permita ao povo do Haiti exercer seu direito de voto para eleger um novo presidente, bem como o restante dos representantes do novo parlamento".
   
O secretário-geral apelou ainda para que atores políticos rejeitem a violência e "se abstenham de quaisquer ações que possam perturbar o processo democrático e a estabilidade no Haiti", reafirmando o empenho das Nações Unidas em "continuar a apoiar a consolidação da democracia e da estabilização" no país.
   
O segundo turno da eleição presidencial e as eleições legislativas parciais no Haiti estavam previstos para domingo, mas a oposição no país denunciou o que chamou de golpe de Estado eleitoral fomentado pelo presidente Michel Martelly.
   
O presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Pierre-Louis Opont, anunciou o adiamento do pleito quando faltavam menos de 48 horas para seu início, em razão de incidentes e atos violentos verificados no país.

Manifestações

Milhares de pessoas protestaram nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente um dia depois de ser adiado, sem data, o segundo turno das eleições presidenciais.
   
As manifestações, convocadas pela oposição, exigem também a renúncia dos membros do conselho, organismo que consideram favorecer o candidato oficial e que já assistiu à renúncia de cinco dos seus nove integrantes. Um sexto membro foi suspenso por causa de suspeitas de corrupção.
   
Alguns dos líderes dos protestos disseram aos meios de comunicação haitianos que vão se manter nas ruas até que Martelly e os atuais membros do CEP renunciem aos cargos. Fonte: Agência Brasil. (ANSA)

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