Exportações da Am. Latina caem pelo 4º ano seguido

A queda foi de 6% neste ano, segundo relatório do BID

Exportações da América Latina caem 6% em 2016
Exportações da América Latina caem 6% em 2016 (foto: Ansa)
15:59, 13 DezSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - Os países da América Latina e do Caribe enfrentam pelo quarto ano consecutivo uma queda nas suas exportações. De acordo com o último relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre o assunto, em 2016, a queda nas exportações na região foi de 6% e se deu principalmente em relação à China e aos Estados Unidos.

Segundo a edição de 2017 do documento "Estimativas das Tendências Comerciais da América Latina e Caribe", as exportações neste ano ficarão em aproximadamente US$ 850 milhões, o que equivale a US$ 50 milhões a menos em relação a 2015.

Além disso, de acordo com o relatório, essa queda aconteceu principalmente nas exportações para países da própria região (-11%), para a China (-5%), para os Estados Unidos (-5%) e para a Europa (-4%).

Outra informação importante do documento é que nem todos os países da América Latina e do Caribe sentiram essa diminuição da mesma forma.

As nações mais afetadas foram a Venezuela (-32%), que passa por uma grave crise econômica e política, a Bolívia (-22%), a Colômbia (-21%) e o Equador (-15%). Isso se dá principalmente pela grande dependência desses países aos mercados asiáticos e pela queda dos preços de produtos básicos, como petróleo e metais, grande fonte de exportações deles.

Já as nações que menos sofreram com a queda nas exportações foram o Brasil, o México e os países da América Central, que tiveram uma queda entre 3% e 4%, já que não dependem tanto dos mercados asiáticos e nem das matérias-primas.

O relatório ainda aponta que políticas protecionistas que podem ser implantadas no próximo ano, como nos Estados Unidos, onde Donald Trump assumirá a Presidência, podem atrapalhar ainda mais o cenário das exportações na região.

"Uma aceleração da demanda dos Estados Unidos e da China poderia sustentar as exportações da região, mas o ressurgimento de políticas comerciais protecionistas poderia afetar o prognóstico", afirmou o coordenador do estudo, Paolo Giordano. (ANSA)

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