Igreja Católica dá ultimato para Ortega na Nicarágua

Bispos deram um mês para diálogo apresentar "resultados"

Manifestação de estudantes contra repressão na Nicarágua
Manifestação de estudantes contra repressão na Nicarágua (foto: EPA)
21:55, 30 AbrMANÁGUA ZLR

(ANSA) - Os bispos da Nicarágua deram um ultimato ao presidente Daniel Ortega: se as negociações entre governo e oposição não apresentarem frutos dentro de um mês, a Igreja Católica abandonará o papel de mediadora da crise no país.

"Dissemos ao presidente que, um mês depois do início do diálogo, faremos uma pausa para avaliar a vontade política de implantação dos acordos", afirmou o arcebispo de Manágua, cardeal Leopoldo Brenes, também presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua.

Segundo ele, se a Igreja considerar que "não estão sendo dados os passos necessários", dirá ao povo que "não se pode seguir adiante". A mediação dos bispos nicaraguenses foi pedida pelo próprio Ortega, após a onda de protestos que tomou conta do país por causa de um polêmico projeto de reforma previdenciária, já retirado.

No entanto, a repressão por parte das forças de segurança do ex-guerrilheiro sandinista deixou um saldo de 63 mortos em uma semana e manteve a oposição e movimentos estudantis nas ruas. Ainda não há uma data certa para o início das negociações, ou sequer uma agenda definida. (ANSA)

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