Piñera consegue ampla vitória e volta à Presidência do Chile

Com virada à direita, Guillier reconheceu 'dura derrota'

Piñera consegue ampla vitória e volta à Presidência do Chile (foto: EPA)
16:41, 18 DezSANTIAGO ZGT

(ANSA) - O candidato de direita, Sebastián Piñera, conquistou 54,6% dos votos - contra 45,4% de Alejandro Guillier - e voltou à Presidência do Chile na noite deste domingo (17).

Após a vitória, em uma votação que acabou sendo mais "fácil" do que o esperado, Piñera disse que será o "presidente de todos" e que recebeu a "magnífica vitória com humildade e com esperança".

"Viva a diferença e viva o pluralismo de ideias. Mas, essas diferenças nunca nos devem tornar inimigo porque cada vez que nos enfrentamos e nos transformamos uns inimigos dos outros, nós temos nossas maiores derrotas", afirmou no discurso da vitória.

Guillier reconheceu sua "dura derrota" nas urnas e parabenizou Piñera por seus resultados.

"Chile nos deu um sinal que temos que respeitar e do qual teremos que aprender. Por essa razão, nesse dia doloroso, quero dizer que minha família e eu nos comprometemos a seguir lutando pelo Chile", destacou.

A atual presidente do país, Michelle Bachelet, que apoiava o senador Guillier, também telefonou para o novo mandatário para parabenizá-lo pela vitória. Ela desejou "uma boa gestão em seu mandato porque ambos queremos o bem para o Chile".

Por sua vez, Piñera agradeceu as palavras de Bachelet e retribuiu dizendo "que nunca teve a menor dúvida de que tanto você como eu sempre queremos o melhor para o Chile".

A vitória do candidato da coalizão de direita veio após uma surpresa no primeiro turno, onde muitas pesquisas apontavam uma vitória já no início da disputa. Com um bom resultado dos candidatos fora das grandes coalizões, Piñera teve cerca de 36% dos votos.

Por conta disso, as pesquisas eleitorais mostravam um empate técnico para o segundo turno, algo que ficou bem longe de acontecer de fato nas urnas.

Economista, político e um dos homens mais ricos do país, Piñera volta ao cargo de chefe de Estado depois de um primeiro governo entre os anos de 2010 e 2014. Tanto nessa, como na primeira vez, ele substitui Bachelet no cargo.

A posse está marcada para março do ano que vem. (ANSA)

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