Mais 3 igrejas são incendiadas no Chile contra visita do Papa

Ataques começaram na última semana em diversas cidades

Visita do Papa ao Chile é marcada por protestos contra Igreja Católica
Visita do Papa ao Chile é marcada por protestos contra Igreja Católica (foto: EPA)
14:39, 16 JanSANTIAGO ZGT

(ANSA) - Mais três igrejas católicas foram incendiadas na noite desta segunda-feira (15) no Chile, horas depois do papa Francisco chegar ao país, informa a mídia local.

Duas das instituições ficam na cidade de Cunco, a 700 quilômetros de Santiago, onde o Pontífice está hospedado hoje (16). O outro incêndio ocorreu na paróquia Mãe da Divina Providência, em Puente Alto, na periferia de Santiago.

Somando com os ataques da última semana, já são nove as igrejas atacadas com bombas caseiras, que destruíram partes delas, pelo país. Apesar dessas últimas três não terem sido reivindicadas, os ataques são investigados como ações de grupos anarquistas.

Diversos protestos contra a visita do Papa - com pautas que vão desde o gasto de dinheiro público em segurança até os casos de pedofilia cometidas por sacerdotes - foram registrados pelo país. Segundo a polícia, até esta terça-feira, 35 pessoas já foram presas por conta dos protestos.

Confronto

Manifestantes que pretendiam se aproximar do Parque O'Higgins, onde o papa Francisco celebrou sua primeira missa em Santiago, no Chile, foram dispersados pelas forças de segurança.

O grupo de cerca de 200 pessoas incluía promotores da chamada "Marcha dos pobres", não autorizada pelo governo, fiéis da diocese de Osorno, que pediam a Jorge Bergoglio o afastamento do bispo Juan Barros, acusado de encobrir casos de abuso sexual, e o padre operário Mariano Puga.

Em determinado momento, alguns manifestantes entraram em confronto com os carabineiros, mas não há registro de feridos. (ANSA)

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