Apesar de protestos no Chile, Piñera diz que não renunciará

Durante os atos, internautas usavam a hashtag "#RenunciaPiñera"

Apesar de protestos no Chile, Piñera diz que não renunciará (foto: EPA)
14:59, 05 NovSÃO PAULO ZBF

(ANSA) - O presidente do Chile, Sebastián Piñera, garantiu que não renunciará e que encerrará seu mandato em 2022, apesar dos protestos que atingem o país há semanas.

"É claro que chegarei ao fim de meu governo. Fui eleito democraticamente por uma enorme maioria de chilenos e tenho um dever e compromisso com esses que me elegeram e com todos os chilenos", disse o presidente, em entrevista à rede BBC. A onda de protestos no Chile começou com o anúncio do governo de ajustar o valor das passagens do metrô, em 18 de outubro. As manifestações, porém, passaram a incluir outras pautas sociais e econômicas e têm atraído milhares de pessoas para às ruas.
   

Durante os atos, internautas impulsionaram a hashtag "#RenunciaPiñera". O presidente tenta conter os ânimos e a queda de sua popularidade - afetada por ter declarado estado de emergência e pelas denúncias de que a polícia estaria usando força excessiva contra os manifestantes. Piñera trocou ministros e subsecretários, além de um pacote social, mas nada acalmou os manifestantes.
   

Ontem (4), em um novo ato na capital Santiago, manifestantes entraram em confronto com a polícia. Eles exigiam uma nova Constituição, já que a atual está em vigor desde a ditadura de Augusto Pinochet.

Ao todo, 18 pessoas morreram e 2,4 mil ficaram feridas na onda de protestos no Chile. Para agravar a situação, enquanto o centro de Santiago estava tomado por manifestantes, um terremoto de magnitude aproximada em 6 atingiu a região central do país. (ANSA)

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