Menina de 7 anos é estuprada e morta na Colômbia

Crime cometido por arquiteto de família rica chocou o país

Mulheres protestam contra o número crescente de feminicídios na América Latina
Mulheres protestam contra o número crescente de feminicídios na América Latina (foto: ANSA)
20:41, 06 DezSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - Um caso de assassinato está chocando a Colômbia pela sua crueldade e frieza e provando mais uma que o feminicídio, infelizmente, é uma realidade muito mais presente do que imaginado no país e na América Latina como um todo.

No último domingo, dia 4, Yuliana Andrea Samboni, de apenas 7 anos, estava brincando na frente da sua casa, no bairro pobre de Bosque Calderón, em Bogotá, quando Rafael Uribe Noguera, um arquiteto de 38 anos de uma das famílias mais ricas e conhecidas da capital colombiana a sequestrou, a estuprou e a matou, deixando seu corpo em um apartamento.

 

 

"Foi examinado o corpo da menor de 7 anos, obtendo um material abundante e suficiente para nos permitir demonstrar que a causa da morte foi asfixia mecânica, por sufocamento e estrangulamento. No corpo da menor há evidências que demostram que ela foi objeto de abuso sexual", disse o diretor do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Carlos Valdés.

O suspeito do crime foi identificado graças às gravações de câmeras de segurança da região e descrições de vizinhos da menina. Além disso, o corpo de Yuliana foi encontrado horas depois do sequestro em um apartamento de propriedade de Noguera.

"A menor foi levada por um veículo contra sua vontade, foi raptada em via pública e levada posteriormente ao imóvel onde lamentavelmente a encontramos falecida", afirmou o comandante da Polícia de Bogotá, Hoover Penilla, em uma coletiva de imprensa.

Agora, o estuprador e assassino, que foi preso, enfrentará as acusações de feminicídio agravado, tortura, sequestro simples e acesso carnal violento.

A família do arquiteto divulgou uma nota dizendo que sabem que "Rafael deverá assumir as drásticas consequências que se desprendem da sua atuação inexplicável", mas que, como família, eles não podem "dar as costas" para ele "nestes momentos de angústia, confusão e dor".

O caso também foi comentado pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. "Com profunda indignação condeno o crime contra a menina de 7 anos em Bogotá. Que todo o peso da justiça caia sobre o responsável", afirmou o mandatário. (ANSA)

 

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