Após Farc, Colômbia inicia negociações de paz com ELN

Tratativas acontecem em Quito, capital do Equador

Equador recebe início de negociações de paz entre Colômbia e ELN
Equador recebe início de negociações de paz entre Colômbia e ELN (foto: EPA)
10:25, 08 FevBOGOTÁ E QUITO ZLR

(ANSA) - O governo colombiano anunciou o início das negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), o maior grupo guerrilheiro ainda em atividade no país, já que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a um acordo com Bogotá em 2016.

O ato de abertura formal das tratativas foi realizado na última terça-feira (7), em uma comunidade jesuíta de Quito, capital do Equador, e contou com a presença de negociadores dos dois lados e membros do governo local, liderados pelo chanceler Guillaume Long.

Tanto a Colômbia quanto o ELN se disseram dispostos a prosseguir com o diálogo "sem complicações". Pablo Beltrán, chefe da delegação da guerrilha, afirmou que o grupo "aceitará sua responsabilidade pelos fatos ocorridos" durante mais de 50 anos de conflito e mostrou confiança de que o outro lado "fará o mesmo".

Por sua vez, Juan Camilo Restrepo, líder dos negociadores de Bogotá, cobrou do ELN uma "renúncia pública" a atividades de sequestro. As tratativas eram para ter começado ainda em 2016, mas a recusa da guerrilha em libertar o ex-congressista Odín Sánchez Montes Ocoa acabou atrasando seu início.

A vítima foi solta na semana passada, permitindo o pontapé inicial nas negociações. O ELN possui um contingente estimado em 1,5 mil militantes, atrás apenas das Farc, que assinaram um acordo de paz com a Colômbia no fim de 2016. O pacto rendeu o prêmio Nobel da Paz ao presidente Juan Manuel Santos.

A aproximação entre o governo e a guerrilha começou em 2014, em reuniões secretas realizadas em Equador, Brasil e Venezuela, com Cuba e Chile como "acompanhantes". As conversas exploratórias terminaram em 2016, quando os dois lados anunciaram a disposição de começar as negociações, que também serão monitoradas por nações como Itália, Alemanha, Holanda, Suécia, Suíça e Noruega. (ANSA)

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