Escândalo da Odebrecht ameaça governo de Santos na Colômbia

Opositores pedem a renúncia do presidente Juan Manuel Santos

Escândalo da Odebrecht ameaça governo de Santos na Colômbia
Escândalo da Odebrecht ameaça governo de Santos na Colômbia (foto: EPA)
15:29, 08 FevBOGOTÁ ZGT

(ANSA) - Diversos membros da oposição da Colômbia pedem a renúncia do presidente Juan Manuel Santos caso se confirme que a campanha eleitoral do mandatário tenha recebido propina da construtora brasileira Odebrecht.

Os pedidos surgiram após o procurador-geral Néstor Humberto Martínez informar que a campanha de 2014 de Santos teria recebido cerca de US$ 1 milhão da multinacional brasileira.

A Procuradoria estabeleceu que parte dos US$ 4,6 milhões que teriam sido dados em propina para obras, com intermediação do ex-parlamentar Otto Bula (preso e investigado pelo crime), foram usados pelo comitê eleitoral de Santos.

Em delação no Brasil, a Odebrecht reconheceu que cometeu a prática de suborno em diversos países latinos e que teria pago cerca de US$ 11 milhões em propinas na Colômbia entre os anos de 2009 e 2014. Além de Bula, o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, que atuava no governo de Álvaro Uribe, também foi preso por receber propina.

O ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, aberto opositor do governo Santos, usou sua conta no Twitter para pedir a renúncia do mandatário. "Presidente Juan Manuel Santos: se comprovarem os pagamentos da Odebrecht para sua campanha, deve começar a considerar a possibilidade de renunciar", escreveu.

Já a senadora Claudia López, do partido Aliança Verde, afirmou que essa é "uma situação muito grave" e que se "comprovarem que Santos e [Germán] Vargas Lleras [vice-presidente], eles devem ir, renunciar, porque são os diretos beneficiários desse dinheiro ilegal".

A senadora da oposição do partido Centro Democrático, María del Rosario Guerra, exigiu a renúncia imediata do presidente, ao dizer que ele "mentiu ao país tendo declarado que o dinheiro não vem de subornos".

O governo desmentiu a acusação da Procuradoria e disse que o governo não recebeu esse dinheiro e que apenas valores declarados foram dados à campanha. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA