Vice-presidente dos EUA pede solução pacífica para Venezuela

Trump foi muito criticado por sugerir ação militar contra Maduro

Vice-presidente dos EUA pede solução pacífica para Venezuela
Vice-presidente dos EUA pede solução pacífica para Venezuela (foto: EPA)
12:24, 14 AgoBOGOTÁ ZGT

(ANSA) - Na primeira parada em seu giro pela América do Sul, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou que o governo norte-americano quer uma "solução pacífica" para a crise política e econômica na Venezuela.

O discurso foi feito nesta segunda-feira (14) em Cartagena das Índias, na Colômbia, após um encontro com o presidente do país, Juan Manuel Santos.

"O presidente [Donald] Trump está convencido que, trabalhando com nossos aliados na América Latina, estaremos aptos a obter uma solução pacífica pela crise que aflige o povo venezuelano", afirmou Pence.

No entanto, os EUA afirmam que "não vão ser testemunhas de como a Venezuela se afunda na ditadura" e que "o povo sofre com a brutalidade do regime de Maduro".

Durante o fim de semana, Trump foi muito criticado por líderes latinos por "sugerir" que poderia fazer uma ação militar para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. Por sua vez, Santos voltou a criticar a ideia de uma invasão ao país de Maduro.

Segundo o presidente colombiano, "a possibilidade de uma intervenção militar não deve ser sequer analisada" porque "nem a Colômbia, nem a América Latina, do sul do Rio Grande até a Patagônia, apoiaria isso".

O discurso do mandatário corrobora os comunicados e declarações dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), além de Chile e México, que se mostraram duramente contrários a qualquer solução militar.

Até mesmo a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal coalizão de oposição ao governo venezuelano, emitiu uma declaração em que afirma "rejeitar o uso da força, ou as ameaças de uso da força, por parte de qualquer país".

Além de Cartagena, Pence ainda irá para a capital da Colômbia, para Buenos Aires na Argentina, para Santiago no Chile e para a Cidade do Panamá. O Brasil não foi incluído na agenda. (ANSA)

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