Governo colombiano nega temor com 'greve armada' do ELN

Negociações de paz com Bogotá foram suspensas por atentados

Governo colombiano nega temor com 'greve armada' do ELN
Governo colombiano nega temor com 'greve armada' do ELN (foto: ANSA)
11:17, 08 FevBOGOTÁ ZGT

(ANSA) - O governo colombiano rechaçou nesta quarta-feira (7) a ameaça de "greve armada" feita pelo grupo guerrilheiro Exército Nacional da Libertação (ELN) e informou que garantirá a segurança de seus cidadãos. Para o governo, o anúncio dos rebeldes os colocam no nível do "crime organizado".

"Quero enviar uma mensagem a todos os colombianos que vocês podem ficar seguros que as Forças Militares e a Polícia Nacional protegerão todos - 24 horas por dia e sete dias por semana - a integridade da nação com toda a força e toda a resolução disponível", disse o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas.

Para ele, este tipo de ameaça é típico de quem "adota métodos que acreditávamos que eram exclusivos do crime organizado" e que ela se une àqueles que "usaram as redes sociais para espalhar o medo". Villegas destacou que o governo "não tem medo desse tipo de ameaça" e que "demonstrará a força da democracia para lutar contra qualquer demonstração terrorista e violência".

Poucas horas antes da manifestação do governo, o ELN havia emitido um comunicado informando que convocaria uma "greve armada" de três dias em resposta à suspensão das negociações de paz entre o grupo e Bogotá. Eles ainda acusam o governo de matar diversos líderes guerrilheiros.

Por sua vez, o governo de Juan Manuel Santos suspendeu as negociações de paz - e a trégua na busca pelos rebeldes - após uma série de ataques do ELN contra postos policiais.

A ideia era que o pacto pudesse seguir àquele firmado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que abandonaram as armas e se tornaram um movimento político. Com a "saída de campo" das Farc, o ELN tornou-se o principal grupo guerrilheiro em atividade na Colômbia. (ANSA)

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