Colômbia formaliza carta de saída da Unasul

Motivo é a postura da entidade sobre crise na Venezuela

Carlos Trujillo (esquerda) e Iván Duque (direita) anunciam saída da Colômbia da Unasul
Carlos Trujillo (esquerda) e Iván Duque (direita) anunciam saída da Colômbia da Unasul (foto: EPA)
09:21, 28 AgoBOGOTÁ ZLR

(ANSA) - A Colômbia formalizou nesta segunda-feira (27) sua saída da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que será efetivada em seis meses, por causa da atuação da entidade na crise venezuelana.

"Quero informar aos colombianos que, no dia de hoje, por instruções precisas, o senhor chanceler da República, Carlos Holmes Trujillo, enviou à Unasul a carta onde nós denunciamos o tratado constitutivo da entidade, e, em seis meses, se fará efetiva a saída da Colômbia dessa organização", declarou o presidente Iván Duque.

O mandatário acrescentou que a Unasul ficou em "silêncio" e mostrou "complacência" para evitar denunciar a "ditadura da Venezuela". "A Unasul é uma instituição criada para fraturar o sistema interamericano", disse.

Em abril passado, a Colômbia e mais cinco países - Brasil, Argentina, Paraguai, Peru e Chile - anunciaram a suspensão, por tempo indeterminado, de sua participação nas reuniões do bloco, criado em 2008, por iniciativa dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez e Néstor Kirchner.

O objetivo era incentivar a integração na América do Sul, então dominada por governos de esquerda. A entidade também conta com Bolívia, Equador, Guiana, Suriname, Uruguai e Venezuela. A Unasul, no entanto, está paralisada desde 2017, porque Caracas vetou um candidato argentino para secretário-geral do bloco.

A crise política, social e econômica na Venezuela percorre todo o período de Nicolás Maduro no poder e já provocou um êxodo de mais de 1,6 milhão de pessoas desde 2015, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). (ANSA)

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