Novo presidente assume governo do Equador e prega união

Moreno afirmou que continuará com políticas de Rafael Correa

Lenín Moreno assume governo do Equador e prega união (foto: EPA)
11:00, 25 MaiQUITO ZGT

(ANSA) - O novo presidente do Equador, Lenín Moreno, tomou posse nesta quarta-feira (24) e prometeu levar o país a ter uma "união" nacional após a polarização ocorrida durante o período eleitoral.

"Eu sou o presidente para todos. Eu ouvirei a todos. Eu respeito a todos. Eu vou trabalhar para que absolutamente ninguém seja deixado para trás", disse assim que recebeu a faixa presidencial das mãos do antecessor, Rafael Correa.

No discurso, Moreno prometeu que manterá diversos programas de Correa, com uma agenda voltada para políticas de esquerda. "Ele concluiu uma etapa que, como todos, teve acertos e erros, e essa começa ainda mais difícil porque, além de atingir os objetivos, precisamos melhorá-los", afirmou sobre Correa.

Após fazer o juramento, Moreno afirmou que tem "sua mão estendida" para todos os opositores durante a campanha eleitoral e aos críticos dos 10 anos de governo de seu antecessor.

"Durante a campanha e antes dela, afirmei que tinha minha mão estendida, minha mão estendida para todos. A partir de agora, como presidente, não terei apenas a mão estendida, mas os braços abertos para que nos abracemos todos calorosamente", afirmou ainda.

Moreno venceu as eleições em abril contra o opositor Guillermo Lasso com 48,84% dos votos, em um pleito que chegou a ser contestado pela oposição e passou por recontagem das cédulas.

O novo inquilino do Palácio de Carondelet recebe um país bastante dividido e com um amplo desgaste político por conta da longa duração do mandato de Correa.

A crise do petróleo, que vem afetando fortemente a economia local com consequências diretas nos projetos sociais do ex-presidente, que tem neles sua grande base política, será outro problema que Moreno terá que enfrentar.

E ainda há as incertezas do "caso Odebrecht" no país, com ex-funcionários da empresa brasileira confirmando ter pago propina para autoridades equatorianas. (ANSA)

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