Assange recusa oferta para deixar embaixada do Equador

Advogado chamou proposta de Lenín Moreno de "inaceitável"

Manifestação em defesa de Assange em Quito, capital do Equador
Manifestação em defesa de Assange em Quito, capital do Equador (foto: EPA)
09:40, 07 DezLONDRES ZLR

(ANSA) - O WikiLeaks anunciou que seu fundador, Julian Assange, não tem nenhuma intenção de deixar a embaixada do Equador em Londres, apesar das garantias de que o Reino Unido não o extraditará a países onde ele arrisque ser condenado à pena de morte.

Na última quinta-feira (6), o presidente equatoriano, Lenín Moreno, disse que recebera "garantias suficientes" para o australiano deixar a sede diplomática, onde ele vive asilado desde junho de 2012. O WikiLeaks e o advogado de Assange, Barry Pollock, no entanto, chamaram a proposta de "inaceitável".

"Acreditar que tirar da mesa a pena de morte faça Assange não temer ser processado seria obviamente errado, já que ninguém deve ser processado por publicar informações verdadeiras", afirmou Pollock.

O advogado indicou que a proposta de Moreno não protege o fundador do WikiLeaks de uma possível extradição aos EUA, onde pode ser processado por ter divulgado documentos diplomáticos secretos em 2010. O país estaria disposto a renunciar à pena de morte, mas não à prisão perpétua, em um eventual julgamento por espionagem.

Assange se refugiou na embaixada para escapar de uma extradição para a Suécia, onde era acusado de abuso sexual - caso já arquivado. O país latino, na época, era governado por Rafael Correa, que o apoiava, mas Moreno vem adotando uma postura mais dura e já chegou até a bloquear a internet do australiano por supostas interferências em assuntos de outros países.

O WikiLeaks diz que o atual presidente do Equador quer entregar Assange aos EUA em troca de uma redução de sua dívida externa. (ANSA)

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