Câmara da Indústria do México expulsa filiais da Odebrecht

Filiais da construtora foram expulsas por casos de corrupção

Câmara da Indústria do México expulsa filiais da Odebrecht
Câmara da Indústria do México expulsa filiais da Odebrecht (foto: ANSA)
18:59, 16 MaiCIDADE DO MÉXICO ZAR

(ANSA) - A Câmara Mexicana da Indústria da Construção (Cmic) anunciou a expulsão de todas as filiais da construtora Odebrecht, envolvida em escândalos de corrupção em ao menos 12 países, a maioria latino-americanos.

Normalmente, uma ação semelhante é precedida de uma investigação interna derivada de uma denúncia. Neste caso, no entanto, a divulgação por parte de um tribunal dos Estados Unidos da admissão de culpa na entrega do suborno a funcionários mexicanos foi motivo suficiente, afirmou o presidente da organização, Gustavo Arballo.

"A declaração expressa de culpa aceita em um tribunal dos Estados Unidos, na qual eles [diretores da Odebrecht] afirmam terem participado de atos de suborno" bastou para tomar essa decisão, disse Arballo.

A expulsão foi decidida no dia 29 de março deste ano e notificada em 4 de abril, mas só se tornou conhecimento público agora.

A Cmic indicou que a decisão tomada pela entidade foi a sanção máxima que ela aplica a uma companhia e, mesmo que existam alguns precedentes de expulsão da câmara, esta é a primeira vez que a medida é aplicada devido a um caso de corrupção, explicou o empresário mexicano.

Até o momento, a construtora brasileira no México não reagiu à medida, que permite, por um lado, que a companhia volte à Cmic no futuro. A Odebrecht no país, no entanto, afirmou em um comunicado que "reafirma a sua confiança para o marco jurídico do México e ratifica que colabora com as autoridades para o seguimento das atuais investigações".

Marcelo Odebrecht

Ainda nesta terça-feira, dia 16, o ex-presidente da construtora foi ouvido por investigadores do México na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

O depoimento do ex-empresário durou cerca de três horas, contudo, até o momento seu conteúdo não foi divulgado por sigilo. Na segunda-feira passada (15), Marcelo também foi ouvido por representantes do Ministério Público do Peru, assim como o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. (ANSA)

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