Após campanha sangrenta, México elege hoje novo presidente

Campanha a eleições gerais foi marcada por 133 assassinatos

Obrador, do movimento MORENA, vota em eleições mexicanas (foto: EPA)
13:01, 01 JulCIDADE DO MEXICO ZBF

(ANSA) - Após uma campanha eleitoral marcada por violência e assassinato de candidatos, o México realiza neste domingo (1) eleições à Presidência e ao Congresso. Também serão eleitos governadores, prefeitos e legisladores.

Ao todo, serão preenchidos 18 mil cargos: um de presidente, 500 deputados federais, 128 senadores, nove governadores, 972 legisladores regionais, 1.612 prefeitos e 15 mil cargos de menor esfera, como conselheiros e prefeitos municipais.

Cerca de 89 milhões de pessoas estão habilitadas a votar, sendo que 40 milhões são jovens da geração "Millennial" (com idade entre 18 e 36 anos), e 11 milhões comparecerão às urnas pela primeira vez. Concorrem ao cargo de presidente quatro candidatos: Andrés Manuel López Obrador, de centro-esquerda, e o qual tem liderado as pesquisas de intenção de voto; Ricardo Anaya, líder da coalizão entre os Partido Ação Nacional e Partido da Revolução Democrática; José Antonio Meade, do Partido Revolucionário Institucional; e o independente Jaime Rodríguez.

O vencedor da eleição presidencial sucederá Enrique Peña Nieto, de 51 anos e eleito em 2012.

Especialistas consideram estas eleições as mais concorridas da história do México, e também a mais sangrenta, com 133 pessoas assassinadas durante o período de campanhas: 48 vítimas eram candidatos ou pré-candidatos, e o restante, familiares de políticos que morreram em atentados

De acordo com as autoridades, o crime organizado fez com que 5,7 mil aspirantes a um posto político renunciassem ou fossem substituídos, principalmente nos estados do sul de Oaxaca, Michoacán e Guerrero.

O governo mexicano colocou nas ruas milhares de militares e agentes das Forças Armadas para garantir a segurança e evitar episódios de violência. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA