Passa de 70 o número de mortos em explosão no México

Oleoduto explodiu enquanto centenas pegavam combustíveis

Passa de 70 o número de mortos em explosão no México
Passa de 70 o número de mortos em explosão no México (foto: ANSA)
14:24, 20 JanCIDADE DO MÉXICO ZCC

(ANSA) - Subiu para 79 o número de mortos na explosão de um oleoduto oleoduto da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) na última sexta-feira (18), no estado de Hidalgo, no México, informou o Ministro da Saúde, Jorge Alcocer, durante coletiva neste domingo (20).

O balanço foi atualizado após seis feridos não resistirem aos ferimentos. Segundo o ministro, das 81 pessoas que foram hospitalizadas, 12 morreram, duas receberam alta médica e outra saiu sem permissão. Ao todo, 66 feridos ainda continuam internados. Entre as vítimas há uma criança de 2 anos e dois adolescentes de 15.

Em sua conta no Twitter, o governador de Hidalgo, Omar Fayad, assegurou que "todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para ajudar os feridos e suas famílias".

    A explosão aconteceu em Tlahuelilpan, uma cidade rural do estado, localizada a 100 km ao norte da capital do México, depois da perfuração de um tubo, no quilômetro 226 do oleoduto Tuxpan-Tula. Após o incidente, um jato de gasolina jorrou formando uma pequena lagoa. Centenas de pessoas com baldes e barris tentaram roubar o combustível e levá-lo para casa. "Havia muitas pessoas que vinham com recipientes, mulheres, crianças, adolescentes. Eles chegavam à 'fonte' em vans para carregar", disse Roselyn Sánchez, repórter do jornal AM Hidalgo.
    Segundo relatos do jornalista ao "El Universal", as pessoas pulavam, riam e ficaram molhadas com gasolina".
    O incidente teve proporções muito superiores aos que frequentemente tem ocorrido no país devido a prática de roubo de combustíveis, que gera um prejuízo a nação de cerca de US$1,5 milhão. A tragédia ocorre dias depois que o presidente mexicano, Andrés López Obrador, lançou uma estratégia para combater crimes desse tipo.
    No entanto, o mandatário disse que este episódio não influenciará o governo a baixar sua guarda contra as gangues do crime organizado, muitas vezes apoiadas pelos próprios moradores. "Infelizmente, essa prática que levou a essa tragédia não é só nesse município, é uma prática que se enraizou, que deixou as pessoas sem alternativas e elas foram empurradas para realizar essas atividades com todos os riscos que implica ", ressaltou.
    (ANSA)

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