Oposição paraguaia critica manobra para alterar lei eleitoral

Manobra poderá mudar Constituição e permitir a reeleição no país

Oposição paraguaia critica manobra para alterar lei eleitoral
Oposição paraguaia critica manobra para alterar lei eleitoral (foto: EPA)
11:46, 30 MarSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - A oposição paraguaia convocou uma marcha para a tarde desta quarta-feira, dia 29, para protestar contra a aliança entre o presidente do país, Horacio Cartes, e o seu adversário histórico, o ex-mandatário Fernando Lugo, que sofreu o processo de impeachment em 2008, para conseguir mudar a Constituição da nação latina e permitir a reeleição presidencial.

A aliança de ocasião entre os dois líderes paraguaios permitiu que senadores aprovassem mudanças no regimento interno do Senado do país para que fosse acelerada a votação a uma emenda à Constituição que convocará um referendo popular sobre a reeleição no Paraguai, que atualmente não é permitida.

Para que a reeleição do país seja permitida não é suficiente que uma emenda sobre o assunto seja aprovada, mas sim que a própria Constituição seja mudada a partir de uma reforma constitucional, o que no caso está tentando ser feito com a consulta popular.

Na última terça-feira (28), à revelia do presidente da Casa, Roberto Acevedo, senadores pró-Carte e pró-Lugo votaram na alteração de três artigos do regimento do Senado, o principal permitindo que seja colocada em votação uma emenda constitucional para a convocação e a elaboração de um referendo sobre a reeleição.

Tanto a emenda, considerada pela oposição como um "golpe parlamentar", como a permissão de reeleição em si, se forem aprovadas, beneficiarão o atual presidente e seu antecessor. Para Cartes, o referendo deveria acontecer até junho, período no qual o paraguaio começaria a preparar sua campanha para as eleições de 2018.

Já para Lugo, que não compareceu à reunião da terça no Senado, mas que é a favor do referendo, a mudança seria altamente positiva já que seu nome aparece em primeiro lugar nas intenções de voto, três posições na frente do atual mandatário do país. (ANSA)

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