Ex-presidente do Peru se entrega à polícia por caso Odebrecht

Humala é acusado de receber dinheiro ilegal para campanha

Ex-presidente do Peru se entrega à polícia por caso Odebrecht
Ex-presidente do Peru se entrega à polícia por caso Odebrecht (foto: EPA)
19:02, 14 JulSÃO PAULO ZCC

(ANSA) -O ex-presidente do Peru Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, se entregaram na noite desta quinta-feira (13) às autoridades do país, para cumprir prisão preventiva por lavagem de dinheiro relacionada a doações irregulares de campanha da construtora brasileira Odebrecht.

De acordo com a decisão do juiz Richard Concepción Carhuancho, o casal terá que cumprir 18 meses de prisão preventiva, enquanto procuradores preparam acusações formais de lavagem de dinheiro contra os dois.

Após ouvir a decisão do magistrado, Humal e sua esposa deixaram a residência da família no distrito de Surco e acompanhados por seus militantes e pela polícia se entregaram.

Carhuancho, que analisa as denúncias de pagamento de propinas e contribuições irregulares no Peru pela Odebrecht, atendeu ao requerimento do promotor Germán Juárez, que argumentou que o casal deveria ser preso antes do jugamento para evitar que eles fugissem ou interferissem na investigação.

Segundo a denúncia da Procuradoria, a Odebrecht teria repassado US$3 milhões em 2011 para a campanha de Humala. Além disso, Juárez disse que os dois teriam recebido dinheiro irregular do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.No entanto, o peruano nega as acusações.

Em sua conta no Twitter, o ex-presidente qualificou a decisão do juiz como "abuso de poder". "Esta é a confirmação do abuso de poder, que nós vamos enfrentar para defender nossos direitos e os direitos de todos", escreveu ele antes de se entregar.

Nadine, líder do Partido Nacionalista de Humala, também recorreu ao Twitter para criticar a decisão. "Obrigado às pessoas que não sentenciam antes do tempo e acreditam na inocência até que se prove o contrário." Em fevereiro, o mesmo juiz ordenou a prisão preventiva do ex-presidente Alejandro Toledo pelos supostos subornos da Odebrecht. (ANSA)

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