Peru exigirá US$ 1 bilhão em indenização da Odebrecht

Cálculo é baseado em valores ligados a três obras da empresa

Peru exigirá US$ 1 bilhão em indenização da Odebrecht
Peru exigirá US$ 1 bilhão em indenização da Odebrecht (foto: ANSA)
19:45, 30 JanROMA ZCC

(ANSA) - A Justiça do Peru anunciou nesta terça-feira (30) que exigirá cerca de US$1 bilhão à construtora brasileira Odebrecht como reparação pelos danos e prejuízos causados ao país pela corrupção praticada pela empresa.

De acordo com o procurador especial do caso, Jorge Ramírez, para calcular o valor oi considerado os três projetos desenvolvidos pela Odebrecht nos quais houve corrupção: o gasoduto sul peruano, a rodovia Chacas e dois trechos da rodovia interoceânica sul.

Em entrevista à imprensa local, Ramírez lamentou que a empresa só tenha oferecido pagar US$66 milhões em indenização, o equivalente ao dobro do valor gasto em propinas.
   

"Nós esperamos que a Odebrecht mude de atitude. Não é possível que eles ofereçam US$66 milhões como reparação civil. Eles têm que fazer uma reflexão", disse o procurador.
   

Por sua vez, o porta-voz da Odebrecht no Peru, Rodrigo Vilar, respondeu à proposta em nota e rebateu que o valor oferecido superaria a soma das indenizações feitas para os outros sete países com os quais a empresa fez acordos - Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador, Panamá e Guatemala.
   

"Em todos esses países foram utilizadas para o cálculo da reparação metodologias alinhadas com práticas internacionais, baseadas, entre outros pontos, no valor dos ilícitos praticados, no valor das informações fornecidas para as investigações e a capacidade de pagamento da empresa. Considerando esses fatores, a média de indenizações ficou entre duas e três vezes a dos valores pagos ilicitamente", explicou a empresa na nota.

Segundo a denúncia da Procuradoria, o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, é acusado de ter recebido propinas milionárias em troca de concessões à construtora, enquanto ocupava cargos no governo e em empresas privadas. (ANSA)

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