Em greve de fome, ex-preso de Guantánamo sai do coma

Jihad Ahmed Diyab deu início a greve de fome há mais de dez dias

Em greve de fome, ex-preso de Guantánamo sai do coma
Em greve de fome, ex-preso de Guantánamo sai do coma (foto: EPA)
17:29, 15 SetMONTEVIDÉU ZSG

(ANSA) - Jihad Ahmed Diyab, um dos seis ex-detentos de Guantánamo acolhidos pelo Uruguai, deixou o coma após dar início a uma greve de fome em protesto contra suas condições no país.
   
Segundo médicos uruguaios, Diyab se encontrava "extremamente desidratado" após passar mais de dez dias sem comer ou beber nada, mas seus sinais vitais eram bons, apesar de apresentar problemas nos rins.
   
Ele foi encontrado recentemente desmaiado em seu apartamento e não foi hospitalizado, como era seu desejo, recebendo tratamento em casa. Após recobrar a consciência, Diyab teria tirado o acesso com qual recebia soro, para continuar o protesto.
   
Ele pede para ser transferido e chegou a fugir até a Venezuela, passando pelo Brasil, quando causou o alerta das autoridades locais, que temiam a realização de um atentado durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
   
O medo era que ele se vinculasse a alguma célula terrorista pois, antes de ser enviado a Guantánamo, atuava como recrutador do al-Qaeda.
   
Diyab já havia realizado greves de fome em diversas ocasiões durante os cerca de 12 anos que esteve preso na base norte-americana.
   
Ele nasceu no Líbano, filho de pai sírio e mãe argentina. De acordo com jornais uruguaios, ele é o mais "rebelde" dos seis ex-detentos acolhidos pelo governo do então presidente José Mujica em dezembro de 2014. (ANSA)

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