Contra 'máfia', Maduro manda recolher notas de 100 bolívares

Cédula estaria sendo armazenada como parte de 'golpe econômico'

Contra 'máfia', Maduro manda recolher notas de 100 bolívares
Contra 'máfia', Maduro manda recolher notas de 100 bolívares (foto: EPA)
19:51, 12 DezCARACAS ZAR

(ANSA) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou no último domingo (11) a retirada de circulação de todas as cédulas de 100 bolívares, atualmente a de maior valor, para enfrentar supostas máfias colombianas que estariam armazenando a nota com o objetivo de desestabilizar a economia do país.
   

Durante seu programa na emissora de TV estatal, Maduro explicou que há bancos nacionais envolvidos e que uma ONG contratada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos foi responsável por dirigir o plano.
   

"Decidi tirar de circulação as cédulas de 100 bolívares nas próximas 72 horas e dar um prazo prudente para que os que possuam cédulas de 100 bolívares o declarem perante os bancos públicos e o Banco Central", disse o presidente.
   

De acordo com o mandatário, as máfias também estariam acumulando as cédulas venezuelanas em armazéns no Brasil, na Alemanha, na República Tcheca e na Ucrânia. "Calcula-se que mais de 300 bilhões de bolívares estejam em poder das máfias internacionais dirigidas na Colômbia, como parte do golpe econômico", acrescentou.
   

Segundo Maduro, a investigação está sendo realizada há pelo menos dois anos, e foi constatado que no país vizinho havia uma "extração" de papel-moeda venezuelano através das cidades de Cúcuta e Maicao.
   

Ele ainda ressaltou que a Lei contra a Criminalidade Organizada prevê penas de 12 a 18 anos de prisão para quem traficar moeda nacional. "Peço a pena máxima a todos os responsáveis que surjam nessa investigação", disse.
   

A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e, como parte de um plano de adaptação à forte inflação, seu Banco Central anunciou a introdução de seis novas cédulas: de 20 mil, 10 mil, 5 mil, 2 mil, 1 mil e 500, além das moedas de 100, 50 e 10 bolívares. (ANSA)

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