Após impasse, OEA se reúne e pede 'ordem' na Venezuela

Bolívia havia suspendido a cúpula em uma decisão unilateral

Protesto contra decisão do TSJ em Caracas, na Venezuela
Protesto contra decisão do TSJ em Caracas, na Venezuela (foto: EPA)
20:14, 03 AbrWASHINGTON ZLR

(ANSA) - Após o impasse provocado por uma decisão unilateral da Bolívia, a Organização dos Estados Americanos (OEA) realizou nesta segunda-feira (3), em Washington, uma reunião extraordinária para discutir a crise na Venezuela.

A cúpula devia ter começado durante a tarde, mas a Bolívia, exercendo a presidência rotativa do Conselho Permanente da OEA, havia suspendido o encontro por considerar que ele havia sido marcado de maneira "inesperada" e sem a documentação necessária para os debates.

No entanto, 18 dos 35 países-membros da organização intervieram para anular a decisão de La Paz. Com isso, a sessão foi aberta sob presidência do delegado de Honduras e em um clima de forte tensão.

O representante da Venezuela na OEA se retirou do encontro, o qual chamou de "completamente ilegal e sem valor", logo em seu início e acusou países como Colômbia, Estados Unidos, México e Paraguai de "ingerência". Bolívia e Nicarágua acompanharam Caracas.

Ainda assim, as outras nações que integram a entidade aprovaram uma declaração na qual pedem à Venezuela que restabeleça a "ordem constitucional" e defina um calendário eleitoral "certo", libertando presos políticos e garantindo a separação dos poderes.

Convocada a pedido de 20 Estados-membros e com a anuência do secretário-geral Luis Almagro, já criticado pelo presidente Nicolás Maduro em diversas ocasiões, a cúpula tinha como objetivo discutir a crise no país.

A situação na Venezuela se agravou na semana passada, após o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ter anulado todas as funções da Assembleia Nacional. O TSJ, espécie de Supremo Tribunal Federal, é fiel a Maduro, enquanto o Parlamento é dominado pela oposição.

A decisão da corte gerou protestos por todo o país, além de denúncias de golpe de Estado, e acabou revertida no último sábado (1º). (ANSA)

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