Venezuelanas protestarão contra Maduro neste sábado

Além disso, nesta sexta (5) foi registrada a 36ª morte no país

Venezuelanas protestarão contra Maduro neste sábado
Venezuelanas protestarão contra Maduro neste sábado (foto: EPA)
16:57, 05 MaiCARACAS ZAR

(ANSA) - Mesmo com a 36ª morte em manifestações confirmada nesta sexta-feira, dia 5, as mulheres venezuelanas irão para as ruas neste sábado (6), vestidas de branco e com flores da mesma cor, para protestar contra o presidente Nicolás Maduro.

A iniciativa foi anunciada pelas ativistas dos direitos humanos Lilian Tintori, que também é esposa de Leonardo López, um dos líderes da oposição no país que atualmente está preso, e Amelia Belisario, coordenadora do grupo Primero Justicia.

As mulheres, contra o mandatário e o chavismo, marcharão "para dar as caras e pelo futuro" dos seus filhos, afirmou Tintori, que desafiou diretamente o potente ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino Lopez.

"Quem é que ordena os disparos nas manifestações? Padrino, neste sábado você fará isso também contra as mulheres?", indagou a ativista. A resposta chegou rápido, com o ministro afirmando que os protestos estão entre "o subversivo e revolução armada".

Segundo as organizadoras, o ato das mulheres será principalmente contra o uso de armas, de violência e de força policial nos protestos que têm acontecido em várias partes das Venezuela desde o começo do mês passado. No sábado, as venezuelanas deverão marchar da praça Brión de Chacaíto, onde será a concentração, até a sede do Ministério de Relações Exteriores, em Caracas.

Sem uma saída próxima aparente, a crise política e econômica venezuelana se agrava dia após dia também em relação ao número de feridos, presos e mortos. Nesta sexta, mais um jovem morreu durante os protestos.

O falecimento aconteceu em San Diego, no estado de Carabobo, no noroeste do país. Segundo o Ministério Público da nação, Hecder Lugo, de 20 anos, foi atingido por uma bala na cabeça durante um protesto na última quinta-feira (4). Com esta morte, o número de vítimas fatais em manifestações desde o último mês chegou a 36. (ANSA)

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