'Bombas de cocô' se tornam arma em protestos na Venezuela

Manifestantes lançam os "cocotovs" em direção dos policiais

'Bombas de cocô' se tornam arma em protestos na Venezuela
'Bombas de cocô' se tornam arma em protestos na Venezuela (foto: EPA)
19:29, 11 MaiSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - A mais de um mês do começo da série de protestos violentos na Venezuela contra o governo do presidente Nicolás Maduro, o saldo de mortes ligadas aos atos subiu para 39. Para tentar amenizar a diferença que têm com os policiais, dotados de bombas de gás lacrimogêneo, muitos manifestantes decidiram, então, criar uma arma para muitos "desesperada": a "bomba de cocô".

Como o nome sugere, essa parte da artilharia, também apelidada de coquetéis "cocotov", consiste em potes, frascos, garrafas e até sacos plásticos que são preenchidos com fezes e lançados em direção dos oficiais.

A intenção da arma caseira é o de aturdir as forças de segurança, que usam da força bruta, de jatos d'água e de bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para tentar dispersar os manifestantes, além de deixar um mau cheiro no uniforme dos policiais, que acabam ficando enjoados e vomitando.

As "bombas de cocô" começaram a serem vistas em Caracas nesta semana, mas já se espalharam para outras regiões do país. Rapidamente, após o primeiro dia de protestos no qual os"cocotovs" foram usados, alguns altos funcionários do governo já consideraram que os projéteis são "armas biológicas" e que os manifestantes que os usarem podem ser acusados até de "bioterrorismo".

Mesmo com ameaças de punições severas, muitos venezuelanos não desistiram da arma e, aliás, até criaram manuais de como fazê-las e jogá-las. Em um deles, por exemplo, seus autores dizem para os manifestantes evitarem usar frascos de vidros para que os oficiais não se machuquem, já que o objetivo dos "cocotov" é apenas o de "humilhar". (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA